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Archive for the ‘Teresina’ Category

Festa de 15 anos movimenta a high society teresinense no último sábado (03/07)

Confira alguns flashes da noite:

O exclusivíssimo bolo assinado pela cake designer Silvana Meneses, da Doce Vício, especialmente para a debutante da semana!

Vanessa Veloso admira a decoração de Luciane de Castro ao mesmo tempo que exibe belíssimo penteado by: Liana Lopes.

Os pais apresentam a aniversariante à sociedade teresinense em grande estilo.

Vanessa pousa para esta colunista ladeada pelas primas, um flagrante de pura beleza!

Por Larissa Reis Ferreira

COMÉRCIO DE TERESINA TERÁ HORÁRIO ESPECIAL NESTA SEXTA-FEIRA (25)

Em vista da partida de futebol entre Brasil e Portugal, que acontece às 11h  desta sexta-feira (25), o comércio de Teresina funcionará em horário diferenciados, como por exemplo as lojas do Centro Comercial da Cidade, que só abrem as 14h, assim como o shopping Riverside.

Já o Teresina Shopping, abrirá logo após a partida. Diferente dos supermercados, que só fechará durante o jogo.

Os bancos da capital começam as funcionar a partir das 14h. Os órgãos e estaduais e municipais decretaram ponto facultativo nesta sexta-feira.

Por: Patrícia Sousa

Mudanças e realidade após a nova Lei Nacional de Adoção

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Às vésperas de completar um ano de sanção, a nova Lei Nacional de Adoção, promulgada pelo Presidente Lula em 03 de agosto de 2010, surgiu como uma esperança para milhares de crianças dos abrigos e para aqueles que sonham em se tornarem pais. A coordenadora do Lar da Criança Maria João de Deus, Maria do Socorro Solano, esclarece aspectos relativos à lei, como o cadastro único de adoção, o maior controle dos abrigos e a questão da família extensa, e fala sobre a realidade dos abrigos e crianças aptas para adoção em Teresina e no país.

P: Quais os benefícios que a nova lei trouxe para o processo de adoção?

R: Primeiro, a questão do cadastro único que facilita o processo. Por exemplo, uma criança que está para adoção aqui no Piauí pode encontrar uma família apta na Bahia, em São Paulo, no Ceará, ou em qualquer outra região do país, e vice versa.

Outro ponto importante é que a criança não passa mais de dois anos em uma instituição de abrigo. A idade da pessoa que podia adotar, antes de 21 anos no mínimo, hoje, com a nova lei, reduz para 18 anos, desde que essa pessoa tenha, pelo menos, 16 anos a mais que o adotado.

A família tem agora o privilégio pela guarda da criança ou adolescente. É a chamada família extensa. Os parentes, mais próximos têm prioridade no processo de adoção. No caso do pai e da mãe não poderem mais ficar com a criança, acontecendo à destituição do poder familiar, a família extensa tem a preferência pela criança.

Os estrangeiros também podem adotar, mas apenas nos casos em que a criança não tem possibilidade alguma de ser adotada no próprio país.

P:Quais as etapas do processo de adoção?

R: A pessoa ou casal se cadastra (não precisa ser casado para adotar uma criança), visita o juizado da Infância e da Juventude e depois passa por algumas entrevistas com assistente social e psicólogo. Devem ser feitas visitas domiciliares e agora, com a nova lei, essa pessoa ou família que deseja adotar a criança, passa por uma formação para entender o processo e a dinâmica de ter uma criança nova na sua vida, para que não venha dar um passo e depois arrepender-se. É preciso estar emocionalmente preparado para essa tarefa de ser pai ou mãe.

P: Quais as principais dificuldades nesse processo?

R: Uma das maiores dificuldades é a própria estrutura do juizado no Brasil como um todo. Todo juizado precisa, e agora mais ainda, de uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais, com número suficiente de funcionários para melhor desempenho das atividades, como entrevistas, reuniões para os pais que querem se tornar habilitados. Então se não houver uma reestruturação por parte do juizado, esse trabalho não vai fluir.

Muitas vezes, o trabalho de visitar as famílias, de ver os processos de destituição familiar, se torna longo porque não se tem pessoas suficientes nos juizados para fazer todo esse trabalho. Não se pode destituir uma criança do convívio familiar de uma hora para outra. Precisa-se ter consciência e certeza de que aquela criança não pode mais voltar para o seio da família.

A equipe do juizado tem que estar pronta para fazer esse trabalho de acompanhamento e registro. Caso contrário, mesmo que os abrigos desempenhem corretamente sua função, não é possível que haja uma aceleração no processo de adoção.

P: Você acredita que houve um aumento no número de adoções, já que a nova lei traz a possibilidade de parentes próximos adotarem as crianças e adolescentes?

R: Pela realidade vivenciada aqui no abrigo, boa parte dessas crianças tem família extensa, que é o nome dado aos parentes próximos, mas raramente essas pessoas querem se envolver, já que elas foram retiradas do convívio familiar por problemas sérios, como drogas, negligência ou maus tratos. A família extensa não quer confusão com os pais dessas crianças. Prefere abrir mão de dar um conforto, um lar, um carinho dentro de uma estrutura familiar e as crianças permanecem nos abrigos.

P: Com relação à linha histórica de adoção de dez anos para cá, tem aumentado a procura por adoção?

R: Tem aumentado sim. O que não tem acontecido é ter um número suficiente de crianças para ser adotada. Os abrigos estão lotados e as pessoas às vezes pensam que todas as crianças que estão no abrigo são para adoção, quando na realidade não são. Muitas estão esperando a destituição do poder familiar ou estão em caráter provisório, ou seja, tem possibilidade de retorno.

Dos 80 que temos aqui hoje, somente sete estão habilitados para adoção e não tem perfil que a maioria dos brasileiros procura.

P: Qual é o perfil procurado?

R: No máximo três anos, mas a preferência é por bebês de até um ano. Homem, branco e saudável, ou seja, um filho perfeito. Passando dessa idade, as coisas complicam. A maioria dessas crianças, mesmo aquelas que estão em processo de destituição, já passou dessa idade.

O ano de 2003 foi um ano que bateu o recorde aqui no Lar de Maria, onze crianças foram adotadas. Em 2004, seis. Em 2005, dez. Em 2006 e 2007, oito. Em 2008 e 2009, sete, e nesse ano, até o momento, apenas quatro.

Mas isso não significa que outras crianças não tenham sido adotadas. Às vezes, a adoção acontece no próprio juizado.

P: E o perfil das pessoas que adotam?

R: A maioria são casais e há casos de ser apenas a mulher. Somente homem, ainda não encontramos, mas é bem variado. Alguns são de poder aquisitivo elevado, mas a maioria é classe média para baixa.

P: O perfil das crianças adotadas em âmbito nacional corresponde ao perfil de Teresina?

R: É o mesmo perfil. No Brasil como um todo, temos mais de 23 mil pessoas habilitadas para adoção. Só que 80% delas querem crianças de até três anos. A maioria das pessoas abrigadas, já passa dessa faixa. Uma boa parte, 41%, quer filhos brancos. E 64% das crianças nos abrigos são pardas ou negras.

Dizem que não tem crianças. Não tem porque realmente não existe essa generosidade, de realmente receber o filho da maneira que ele é.

Quando se tem um filho biológico, claro que se os pais forem brancos, você sabe que o filho vai ser branco. Mas você vai saber se é saudável? Não sabe como vai ser o temperamento dele. E, às vezes você quer escolher o filho perfeito. Mas não existe o filho perfeito. Tudo é na conquista, o trabalho de amor, de carinho, de diálogo, de convivência.

Há casos no Piauí de adoções fora desse perfil: morenas, pardas, com 10 anos de idade e que, hoje, são pessoas realizadas, tanto filho como a mãe.

Há três ou quatro casos de pessoas adotadas fora desse perfil e não houve problema nenhum. É um filho amado, querido, que está construindo uma relação assim como se constrói com um filho biológico.

P: Qual o destino dessas crianças que não se encaixam no perfil?

R: Passam de uma instituição pra outra. O dever do Estado é criar alternativas para que o jovem se habilite e, no futuro, quando sair do abrigo, atingindo os 18 anos, tenha para onde ir. A criação de republicas é um bom exemplo, para que os que não tem para onde ir, tenham um apoio até realmente se estruturarem e conseguir um trabalho.

É, também, obrigação dos abrigos ir atrás de parcerias para cursos profissionalizantes, trabalhos, primeiro emprego para esses jovens. A sociedade também é responsável por criar mecanismos para que esses jovens consigam exercer sua cidadania, para não cair depois no mundo da marginalidade.

Por Viviana Braga (vivianabraga@hotmail.com)

Mais teresinenses buscam cursos no exterior

Aprender outro idioma, conhecer novas culturas, crescer pessoal e profissionalmente são alguns dos desejos que vários estudantes alimentam quando pensam em estudar no exterior. Com isso, o número de estudantes que investem nessa alternativa é crescente e com a ajudinha do equilíbrio econômico, pelo qual vem atravessando o país, esse desejo fica cada vez mais fácil de ser realizado.

E assim, como outras capitais, Teresina vem acompanhando as novas tendências do mercado estudantil nacional, mas nem tão novas assim em país europeus, onde o Erasmus, como é chamado lá fora, já é bastante comum desde a Segunda Guerra Mundial, quando os países envolvidos nos confrontos resolveram estreitar relações entre eles. E foi observando essas tendências que algumas empresas montaram escritórios em Teresina especializados em intercâmbio cultural ou estudantil justamente para explorar esse nicho que até em então não era tão procurado assim.

De acordo com Alan Sérvio Araújo, consultor de intercâmbio da Embarque Educacional, em Teresina muita gente já  fez intercâmbio fora do país, mas eram pessoas com muito dinheiro para se manter lá. “Hoje viajar ficou mais fácil e barato, há sempre muita gente interessada em informações. Por mês, a Embarque chega a atender de 100 a 150 pessoas em busca de informações sobre intercâmbio estudantil para países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Nova Zelândia”, ressalta.

 

Os meses de férias são os mais procurados para cursos de inglês que podem durar algumas semanas, um mês, ou mesmo um ano. “Esses cursos de férias são a primeira opção para os estudantes do Ensino Médio, com cinco mil reais o estudante têm o pacote completo de um mês com acomodações, passagens, alimentação, documentação e o curso, tudo pago”, explica. Há também os que acabaram de passar no vestibular, mas que ainda não começaram o curso. “Eles aproveitam para entrar na universidade com um conhecimento avançado da língua, mas não é preciso ter conhecimento da língua para viajar”, acrescenta.

A consultoria de uma empresa especializada é importante já que elas fazem a intermediação entre o interessado e uma escola ou universidade no exterior e providenciam tudo que é necessário para que a viagem não se torne um pesadelo. “Essas empresas procuram acomodações, a escola que vai receber, providenciam a documentação necessária, visto, como se comportar na imigração, na alfândega”, destaca Alan.

Contudo, há aqueles que vão por conta própria sem esse intermédio como é o caso da Natália Vaz, que recentemente se formou em jornalismo e viu a necessidade de ter uma nova vivência. “Eu sempre quis ter uma experiência que serviria tanto para a vida como a profissão e percebi que esse era o momento certo”, comenta Natália, que foi estudar a língua francesa na França, mas não utilizou a intermediação de empresas de intercâmbio. (No fim da matéria você pode conferir uma entrevista com Natália).

Além das empresas especializadas, os departamentos de Cooperação Internacional das universidades desenvolvem parcerias com universidades em diversos países e divulgam as oportunidades aos seus alunos. A universidade Federal do Piauí tem parceria com o Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades e todo ano oferece bolsas a alguns estudantes para estudar em universidades de Portugal durante um semestre. Outra opção são os programas Erasmus Mundus e Monesia que seleciona estudantes de diversas universidades para estudar em vários países da Europa. Além de programas e convênios para pós-graduação no exterior.

As Universidades que têm esses convênios trabalham de forma parecida. Elas mandam estudantes para o exterior, e ao mesmo tempo, acolhem alunos estrangeiros. Na maioria dos programas de intercâmbio, tanto nas universidades particulares como nas públicas, o estudante é responsável por todas as despesas da viagem – passagem, hospedagem, alimentação, visto e seguro de vida. Os programas oferecidos pelas universidades são os de graduação e pós-graduação, sendo que o de graduação é o mais comum e mais procurado.

Como se pode ver há muitas oportunidades e o mercado está propício para dar uma alavancada tanto na vida pessoal como profissional. É necessário estar atento as oportunidades se informar sobre o país que quer ir, e quais os cuidados que se deve tomar, além do mais importante que é estar aberto a novas culturas, costumes e visões de mundo, principalmente para que a experiência seja prazerosa e proveitosa.

Entrevista com Natália Vaz

Por que você decidiu estudar fora do país?

Eu sempre quis sair de Teresina pra ter uma experiência fora, que me serviria tanto para a vida como para a profissão. Antes de vir pra cá eu tentaria ir a Brasília, morar com uma tia e fazer algum curso de pós graduação ao mesmo tempo em que tentasse me integrar ao mercado jornalístico de lá. Porém, no final da graduação pensei melhor e vi que o momento certo de vir pra cá era agora, que eu ainda não tinha emprego fixo (apenas estagiava) e, assim, seria menos difícil jogar “tudo pro alto” e vir aprender a me virar só e, o principal, aprender outro idioma. Brasília vai continuar no Brasil e quando eu voltar ainda vou poder tentar ir morar lá. E escolhi a França porque outra tia minha mora aqui há 20 anos e se dispôs a me receber, caso eu quisesse mesmo sair de Teresina. Isso faz toda a diferença quando você pensa em mudar assim de uma hora pra outra. A presença dela aqui me facilitou muitas coisas.

Quais eram as suas expectativas com relação ao país que você escolheu? Elas foram atendidas?

Procurei não alimentar essa coisa de expectativa pra poder extrair tudo de melhor e de pior que a experiência poderia me proporcionar. Vim focada em aprender a falar e escrever bem o francês e tenho me dedicado a isso desde que cheguei. Realmente, a parte da adaptação é a que mais pesa. Demora um pouco pra você fazer amigos e começar a ter uma “vida normal” tão longe de casa e com tantas adversidades. Posso dizer que em momento algum me arrependi de ter vindo e vejo minha estadia aqui com bastante otimismo.

Quais as burocracias que você enfrentou tanto no Brasil como na França?

A pior parte de se organizar uma viagem totalmente por conta própria, o que foi o meu caso, é não saber que rumos tomar. E quando vamos atrás de informações nos órgãos cada um diz uma coisa diferente e isso realmente complica a vida. Além de ter gasto uma grana considerável pra tirar passaporte e visto, tive ainda que arrumar espaço na agenda (entre dois estágios e trabalho de conclusão de curso) para uma ida a Fortaleza, só para mostrar os originais de documentos que eu já havia enviado as cópias autenticadas. O procedimento é obrigatório para quem vem estudar aqui e eles exigem a presença da pessoa lá sob o pretexto de uma entrevista, que poderia ser facilmente feita por telefone ou até por videoconferência (para isso é cobrada uma taxa bastante salgada também). Chegando aqui, temos que agendar a efetivação da matrícula na universidade, marcar exames obrigatórios para a regularização do visto (que só será feita depois que você chegar e mostrar os tais exames) e, só então, podemos ir à prefeitura pegar um adesivo que funciona como carta de residência. Mesmo tendo o visto de longa duração (que deve ser providenciado no Brasil e que só é entregue em Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo) se não tiver esse adesivo, o visto só vale três meses e depois a sua estadia se torna ilegal. Pra quem veio sem boa base no idioma – como eu – isso é muito difícil. Tanto que no começo era minha tia quem fazia tudo pra mim.

Houve alguma situação pela qual você passou que você acha importante que as pessoas interessadas em estudar no exterior saibam?

Uma lição muito importante que tive é que ninguém deve ir a um lugar sem saber nada do idioma. Eu achava que tinha um nível básico, que desse para me virar, mas só ao chegar vi que não. No entanto, pude contar com um suporte muito importante aqui e isso não foi muito problemático pra mim. Para quem vem só, não saber nada do idioma pode transformar a viagem num inferno, ainda mais porque os franceses não são as pessoas mais pacientes do mundo para explicar as coisas pra ninguém. Nem para os próprios franceses nem para estrangeiros. Outra coisa que acho importante lembrar é que a pessoa tenha uma boa reserva de dinheiro, de preferência que venha com bolsa ou que os pais tenham condições de enviar dinheiro mensalmente. O custo de vida na França é altíssimo, embora o governo dê muita ajuda para estudantes estrangeiros, como com aluguel, abatimentos em programas de lazer, em compras de mantimentos e essas coisas todas. Vir contando com um emprego que ainda não está engatilhado é furada. Para vir eu passei um tempo juntando grana e minha família também me ajudou bastante. Mas a minha situação não se compara à de quem vem pra morar só. Aqui eu tenho onde ficar e não me preocupo em arrumar qualquer emprego só pra ter dinheiro pra comer, que, infelizmente, é a realidade de alguns estudantes que vem achando que emprego é fácil. Mas, se planejando direitinho, passar uns tempos por aqui é uma ótima experiência.

Por Lourdes Pereira

Imagen ilustrativas: internet

Comerciantes de Teresina comemoram aumento nas vendas por conta da Copa

Ano de copa do mundo e as vendas no comércio no centro de Teresina estão intensas. Comerciantes comemoram os resultados e com promoções e bons descontos, estimulam mais ainda o consumo.

Domingos Brito, vendedor de uma loja de calçados acredita que a copa é o principal motivo para as grandes vendas no comércio nesta época do ano. “Aqui realmente as vendas estão boas e acredito que seja por conta da copa. A procura está sendo muito grande nessa época”, garante o vendedor.

Lariane Martins, gerente de uma loja de confecção, afirma que a copa estimulou bastante o comércio. “Aqui nós sempre vendemos bem, mas agora na época da copa, uma mercadoria que chega hoje já sai hoje. As vendas com certeza estão mais intensas e isso se deve à copa”, afirma Lariane.

Para Bezerra, gerente de uma loja de eletro eletrônicos, as vendas aumentaram porque as pessoas querem ver os jogos com uma imagem de boa qualidade. “A venda de televisores é grande. Os clientes chegam aqui procurando televisores para poder assistir aos jogos”, afirma.

Bezerra ainda acredita que existe um outro fator para o aumento nas vendas. “Não só a copa do mundo, mas o período junino faz com que o movimento no comércio aumente”, afirma o gerente.

Agrícola Neto, de 31 anos, analisa os preços dos televisores e garante: ” Estou aqui procurando uma tv para poder ver os jogos do Brasil em uma imagem de qualidade boa”.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)

Música é usada como terapia alternativa

Música para os ouvidos, para o bem estar e para terapia. Esse é o objetivo da musicoterapia, que pode estar presente na área da saúde, nas escolas, no ambiente organizacional das empresas, entre outros campos, e que se caracteriza pela utilização da música como terapia e não em terapia. Como explica o musicoterapeuta Rodrigo Melo, que estuda música desde criança e trabalha na especialidade de saúde com crianças e idosos, quem exerce essa profissão é um agente mediador entre a música e o paciente.

Os pacientes entram nessa terapia encaminhados de outros profissionais, como psicólogos e psiquiatras, quando o problema não é resolvido e, antes de ser dado início ao tratamento, o paciente passa por algumas etapas. Primeiro, é feita uma entrevista com os pais (no caso de crianças) ou com o próprio paciente (no caso de idosos). Depois, o paciente passa por uma verificação ou testificação, que consiste na mostra de vários instrumentos para que ele escolha os de maior afinidade e toque do jeito que quiser. Logo após, o profissional tenta criar um vínculo com o paciente, foca em um objetivo e faz o planejamento de como será o tratamento.

O mais importante, destaca Rodrigo, é que o profissional tenha uma vivência sólida em música. É preciso dominar o fazer musical, pois nas sessões de terapia geralmente surgem muitas manifestações musicais dos pacientes e o musicoterapeuta deve estar preparado para lidar com elas. “O tratamento revela muitas surpresas, principalmente daqueles que não tem nenhuma experiência”, explica.

Rodrigo Melo tem formação em piano, mas também faz uso de instrumentos de sopro, percussão e de cordas. Ele atende crianças hiperativas, autistas ou com dificuldades de se comunicar, e idosos que sofrem com mal de Alzheimer, perdas de memória ou com depressão devido à velhice. Ele afirma que o paciente não precisa saber tocar nenhum instrumento e nas sessões, as pessoas em tratamento acabam produzindo músicas, compondo paródias e, nesse instante, entra o amplo conhecimento musical que o musicoterapeuta deve ter.

Rodrigo explica que o tratamento funciona em curto prazo, mas não faz milagres, pois há pessoas que não se dão bem com a terapia. É por isso que o profissional deve criar um vínculo terapêutico e aproveitar o momento para se envolver na vida do paciente. “O musicoterapeuta não leva um CD com qualquer música para o paciente ouvir. É fundamental que a gente sonde o gosto do paciente e principalmente sua história. No caso de idosos, usamos músicas pautadas no passado para fazer um resgate de memórias, e com as crianças, que revelam um gosto maior pelos sons melódicos, damos preferência às músicas infantis, que são ricas em gestos e ajudam a melhorar a comunicação”, finaliza.

Por: Isabel Nunes

Ensino obrigatório de música é pouco cumprido em Teresina

Perto de completar o prazo estipulado pelo governo federal para adequação das escolas públicas e privadas ao ensino de música, muitas instituições de ensino ainda estão aquém desta meta. O Colégio Sagrado Coração de Jesus que, há dois anos, contava com a disciplina de música da Alfabetização à 3ª série do Ensino Fundamental, em nada ampliou esses dados já que o conteúdo de música atualmente é ensinado até o 4ª ano. O 4º ano corresponde à antiga 3ª série, de acordo com os novos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Sancionada pelo presidente Lula em 18 de agosto do ano de 2008, a lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas públicas e privadas não é muito clara. A norma fala que “a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular” acrescida de dois artigos. Um que determina o limite – 3 anos – dado pelo governo brasileiro para que as escolas se adaptem ao novo sistema. E o outro, da data de vigoração. Até então os PCN contavam com a disciplina de Artes, que tinha como foco três segmentos: Artes Plásticas, Artes Cênicas e Música. Poucas escolas, principalmente da rede pública, davam ênfase ou, mesmo, ministravam o conteúdo de música. Por causa de problemas de infra-estrutura.

Estes problemas estruturais estão relacionados aos equipamentos necessários para o ensino de música, como instrumentos musicais, por exemplo. Maria da Cruz Bezerra, coordenadora da Unidade Escolar Duque de Caxias, no bairro Cristo Rei, explica que nem sempre as verbas repassadas pelo governo federal são suficientes para implementar mudanças desse porte.

Nas escolas privadas, problemas deste tipo não foram citados. Ao invés deles, a escassez de profissionais aptos a ensinar. No ano passado, a então coordenadora pedagógica do Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ), Teresinha Gomes da Silva disse ser esta a grande dificuldade: encontrar profissionais que estivessem aptos a ministrar o conteúdo de música, mas que também tivessem domínio das normas pedagógicas. Este ano, o problema ainda não foi resolvido.

Atualmente, o CSCJ conta com três professores de Música. Lilia Dias Braga, professora da disciplina do CSCJ e também da rede pública, diz que o segundo ano não tem mais a disciplina por falta de alguém disponível a assumir a turma. “Uma das irmãs fica no terceiro[ano], mas ela não tem disponibilidade e já está cansada. Só está com essa turma porque eles[os alunos] querem muito. Eu não tenho mais disponibilidade porque trabalho em mais três lugares, além do CSCJ. Trabalho em uma escola da prefeitura, uma do estado e tenho uma escolinha de música”, justifica ela.

O mercado piauiense continua carente de pessoas licenciadas em Música. O fato não chega a surpreender já que dentre as instituições de ensino superior do estado, apenas a Universidade Federal do Piauí oferece o tipo de formação exigida pelas escolas, que é a licenciatura. A professora Lilia considera isso um reflexo de uma conjunção de fatores. “Aqui não existe uma política de investimento forte no setor da educação quando se fala de música. As universidades privadas também não se arriscam a oferecer o curso que forma professores por medo de não haver demanda.”

Lilia ainda cita o ambiente cultural no qual as pessoas, em específico, as crianças, estão inseridas. “Nós temos que aceitar a bagagem cultural que a criança traz, mas também temos que abrir novos caminhos para elas. O gosto estético dos meus alunos, por exemplo, se compõe de músicas como Rebolation. Eles têm pouco conhecimento de música erudita ou mesmo música popular que tenha mais qualidade. Se você pergunta se já ouviram falar de As Quatro Estações, eles imediatamente associam à música de Sandy e Júnior e não à obra de Vivaldi. Isso tem relação com o que a criança ouve quando está em família. Eu amo música clássica, mas nunca a ouvi em minha família. Nesse sentido, ainda está muito a desejar.”, finaliza.

Por Ludmila Barbosa

Categorias:Educação, música, Teresina