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Archive for the ‘Piauí’ Category

Festa de 15 anos movimenta a high society teresinense no último sábado (03/07)

Confira alguns flashes da noite:

O exclusivíssimo bolo assinado pela cake designer Silvana Meneses, da Doce Vício, especialmente para a debutante da semana!

Vanessa Veloso admira a decoração de Luciane de Castro ao mesmo tempo que exibe belíssimo penteado by: Liana Lopes.

Os pais apresentam a aniversariante à sociedade teresinense em grande estilo.

Vanessa pousa para esta colunista ladeada pelas primas, um flagrante de pura beleza!

Por Larissa Reis Ferreira

Mudanças e realidade após a nova Lei Nacional de Adoção

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Às vésperas de completar um ano de sanção, a nova Lei Nacional de Adoção, promulgada pelo Presidente Lula em 03 de agosto de 2010, surgiu como uma esperança para milhares de crianças dos abrigos e para aqueles que sonham em se tornarem pais. A coordenadora do Lar da Criança Maria João de Deus, Maria do Socorro Solano, esclarece aspectos relativos à lei, como o cadastro único de adoção, o maior controle dos abrigos e a questão da família extensa, e fala sobre a realidade dos abrigos e crianças aptas para adoção em Teresina e no país.

P: Quais os benefícios que a nova lei trouxe para o processo de adoção?

R: Primeiro, a questão do cadastro único que facilita o processo. Por exemplo, uma criança que está para adoção aqui no Piauí pode encontrar uma família apta na Bahia, em São Paulo, no Ceará, ou em qualquer outra região do país, e vice versa.

Outro ponto importante é que a criança não passa mais de dois anos em uma instituição de abrigo. A idade da pessoa que podia adotar, antes de 21 anos no mínimo, hoje, com a nova lei, reduz para 18 anos, desde que essa pessoa tenha, pelo menos, 16 anos a mais que o adotado.

A família tem agora o privilégio pela guarda da criança ou adolescente. É a chamada família extensa. Os parentes, mais próximos têm prioridade no processo de adoção. No caso do pai e da mãe não poderem mais ficar com a criança, acontecendo à destituição do poder familiar, a família extensa tem a preferência pela criança.

Os estrangeiros também podem adotar, mas apenas nos casos em que a criança não tem possibilidade alguma de ser adotada no próprio país.

P:Quais as etapas do processo de adoção?

R: A pessoa ou casal se cadastra (não precisa ser casado para adotar uma criança), visita o juizado da Infância e da Juventude e depois passa por algumas entrevistas com assistente social e psicólogo. Devem ser feitas visitas domiciliares e agora, com a nova lei, essa pessoa ou família que deseja adotar a criança, passa por uma formação para entender o processo e a dinâmica de ter uma criança nova na sua vida, para que não venha dar um passo e depois arrepender-se. É preciso estar emocionalmente preparado para essa tarefa de ser pai ou mãe.

P: Quais as principais dificuldades nesse processo?

R: Uma das maiores dificuldades é a própria estrutura do juizado no Brasil como um todo. Todo juizado precisa, e agora mais ainda, de uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais, com número suficiente de funcionários para melhor desempenho das atividades, como entrevistas, reuniões para os pais que querem se tornar habilitados. Então se não houver uma reestruturação por parte do juizado, esse trabalho não vai fluir.

Muitas vezes, o trabalho de visitar as famílias, de ver os processos de destituição familiar, se torna longo porque não se tem pessoas suficientes nos juizados para fazer todo esse trabalho. Não se pode destituir uma criança do convívio familiar de uma hora para outra. Precisa-se ter consciência e certeza de que aquela criança não pode mais voltar para o seio da família.

A equipe do juizado tem que estar pronta para fazer esse trabalho de acompanhamento e registro. Caso contrário, mesmo que os abrigos desempenhem corretamente sua função, não é possível que haja uma aceleração no processo de adoção.

P: Você acredita que houve um aumento no número de adoções, já que a nova lei traz a possibilidade de parentes próximos adotarem as crianças e adolescentes?

R: Pela realidade vivenciada aqui no abrigo, boa parte dessas crianças tem família extensa, que é o nome dado aos parentes próximos, mas raramente essas pessoas querem se envolver, já que elas foram retiradas do convívio familiar por problemas sérios, como drogas, negligência ou maus tratos. A família extensa não quer confusão com os pais dessas crianças. Prefere abrir mão de dar um conforto, um lar, um carinho dentro de uma estrutura familiar e as crianças permanecem nos abrigos.

P: Com relação à linha histórica de adoção de dez anos para cá, tem aumentado a procura por adoção?

R: Tem aumentado sim. O que não tem acontecido é ter um número suficiente de crianças para ser adotada. Os abrigos estão lotados e as pessoas às vezes pensam que todas as crianças que estão no abrigo são para adoção, quando na realidade não são. Muitas estão esperando a destituição do poder familiar ou estão em caráter provisório, ou seja, tem possibilidade de retorno.

Dos 80 que temos aqui hoje, somente sete estão habilitados para adoção e não tem perfil que a maioria dos brasileiros procura.

P: Qual é o perfil procurado?

R: No máximo três anos, mas a preferência é por bebês de até um ano. Homem, branco e saudável, ou seja, um filho perfeito. Passando dessa idade, as coisas complicam. A maioria dessas crianças, mesmo aquelas que estão em processo de destituição, já passou dessa idade.

O ano de 2003 foi um ano que bateu o recorde aqui no Lar de Maria, onze crianças foram adotadas. Em 2004, seis. Em 2005, dez. Em 2006 e 2007, oito. Em 2008 e 2009, sete, e nesse ano, até o momento, apenas quatro.

Mas isso não significa que outras crianças não tenham sido adotadas. Às vezes, a adoção acontece no próprio juizado.

P: E o perfil das pessoas que adotam?

R: A maioria são casais e há casos de ser apenas a mulher. Somente homem, ainda não encontramos, mas é bem variado. Alguns são de poder aquisitivo elevado, mas a maioria é classe média para baixa.

P: O perfil das crianças adotadas em âmbito nacional corresponde ao perfil de Teresina?

R: É o mesmo perfil. No Brasil como um todo, temos mais de 23 mil pessoas habilitadas para adoção. Só que 80% delas querem crianças de até três anos. A maioria das pessoas abrigadas, já passa dessa faixa. Uma boa parte, 41%, quer filhos brancos. E 64% das crianças nos abrigos são pardas ou negras.

Dizem que não tem crianças. Não tem porque realmente não existe essa generosidade, de realmente receber o filho da maneira que ele é.

Quando se tem um filho biológico, claro que se os pais forem brancos, você sabe que o filho vai ser branco. Mas você vai saber se é saudável? Não sabe como vai ser o temperamento dele. E, às vezes você quer escolher o filho perfeito. Mas não existe o filho perfeito. Tudo é na conquista, o trabalho de amor, de carinho, de diálogo, de convivência.

Há casos no Piauí de adoções fora desse perfil: morenas, pardas, com 10 anos de idade e que, hoje, são pessoas realizadas, tanto filho como a mãe.

Há três ou quatro casos de pessoas adotadas fora desse perfil e não houve problema nenhum. É um filho amado, querido, que está construindo uma relação assim como se constrói com um filho biológico.

P: Qual o destino dessas crianças que não se encaixam no perfil?

R: Passam de uma instituição pra outra. O dever do Estado é criar alternativas para que o jovem se habilite e, no futuro, quando sair do abrigo, atingindo os 18 anos, tenha para onde ir. A criação de republicas é um bom exemplo, para que os que não tem para onde ir, tenham um apoio até realmente se estruturarem e conseguir um trabalho.

É, também, obrigação dos abrigos ir atrás de parcerias para cursos profissionalizantes, trabalhos, primeiro emprego para esses jovens. A sociedade também é responsável por criar mecanismos para que esses jovens consigam exercer sua cidadania, para não cair depois no mundo da marginalidade.

Por Viviana Braga (vivianabraga@hotmail.com)

Comerciantes de Teresina comemoram aumento nas vendas por conta da Copa

Ano de copa do mundo e as vendas no comércio no centro de Teresina estão intensas. Comerciantes comemoram os resultados e com promoções e bons descontos, estimulam mais ainda o consumo.

Domingos Brito, vendedor de uma loja de calçados acredita que a copa é o principal motivo para as grandes vendas no comércio nesta época do ano. “Aqui realmente as vendas estão boas e acredito que seja por conta da copa. A procura está sendo muito grande nessa época”, garante o vendedor.

Lariane Martins, gerente de uma loja de confecção, afirma que a copa estimulou bastante o comércio. “Aqui nós sempre vendemos bem, mas agora na época da copa, uma mercadoria que chega hoje já sai hoje. As vendas com certeza estão mais intensas e isso se deve à copa”, afirma Lariane.

Para Bezerra, gerente de uma loja de eletro eletrônicos, as vendas aumentaram porque as pessoas querem ver os jogos com uma imagem de boa qualidade. “A venda de televisores é grande. Os clientes chegam aqui procurando televisores para poder assistir aos jogos”, afirma.

Bezerra ainda acredita que existe um outro fator para o aumento nas vendas. “Não só a copa do mundo, mas o período junino faz com que o movimento no comércio aumente”, afirma o gerente.

Agrícola Neto, de 31 anos, analisa os preços dos televisores e garante: ” Estou aqui procurando uma tv para poder ver os jogos do Brasil em uma imagem de qualidade boa”.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)

Música é usada como terapia alternativa

Música para os ouvidos, para o bem estar e para terapia. Esse é o objetivo da musicoterapia, que pode estar presente na área da saúde, nas escolas, no ambiente organizacional das empresas, entre outros campos, e que se caracteriza pela utilização da música como terapia e não em terapia. Como explica o musicoterapeuta Rodrigo Melo, que estuda música desde criança e trabalha na especialidade de saúde com crianças e idosos, quem exerce essa profissão é um agente mediador entre a música e o paciente.

Os pacientes entram nessa terapia encaminhados de outros profissionais, como psicólogos e psiquiatras, quando o problema não é resolvido e, antes de ser dado início ao tratamento, o paciente passa por algumas etapas. Primeiro, é feita uma entrevista com os pais (no caso de crianças) ou com o próprio paciente (no caso de idosos). Depois, o paciente passa por uma verificação ou testificação, que consiste na mostra de vários instrumentos para que ele escolha os de maior afinidade e toque do jeito que quiser. Logo após, o profissional tenta criar um vínculo com o paciente, foca em um objetivo e faz o planejamento de como será o tratamento.

O mais importante, destaca Rodrigo, é que o profissional tenha uma vivência sólida em música. É preciso dominar o fazer musical, pois nas sessões de terapia geralmente surgem muitas manifestações musicais dos pacientes e o musicoterapeuta deve estar preparado para lidar com elas. “O tratamento revela muitas surpresas, principalmente daqueles que não tem nenhuma experiência”, explica.

Rodrigo Melo tem formação em piano, mas também faz uso de instrumentos de sopro, percussão e de cordas. Ele atende crianças hiperativas, autistas ou com dificuldades de se comunicar, e idosos que sofrem com mal de Alzheimer, perdas de memória ou com depressão devido à velhice. Ele afirma que o paciente não precisa saber tocar nenhum instrumento e nas sessões, as pessoas em tratamento acabam produzindo músicas, compondo paródias e, nesse instante, entra o amplo conhecimento musical que o musicoterapeuta deve ter.

Rodrigo explica que o tratamento funciona em curto prazo, mas não faz milagres, pois há pessoas que não se dão bem com a terapia. É por isso que o profissional deve criar um vínculo terapêutico e aproveitar o momento para se envolver na vida do paciente. “O musicoterapeuta não leva um CD com qualquer música para o paciente ouvir. É fundamental que a gente sonde o gosto do paciente e principalmente sua história. No caso de idosos, usamos músicas pautadas no passado para fazer um resgate de memórias, e com as crianças, que revelam um gosto maior pelos sons melódicos, damos preferência às músicas infantis, que são ricas em gestos e ajudam a melhorar a comunicação”, finaliza.

Por: Isabel Nunes

Moringa pode ser alternativa para falta de água potável

A água consumida pela população de Teresina passa por um processo de tratamento que envolve principalmente a utilização de sulfato de alumínio, produto químico necessário para a remoção das impurezas. Mas como o benefício não atinge a todos é necessário se buscar alternativas para que a qualidade de vidas dessas populações não seja prejudicada, tanto na capital como no interior.

Moringa oleífera é uma dessas alternativas que está sendo estudada por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, antigo CEFET-PI. Um dos objetivos é proporcionar às pessoas que habitam regiões carentes de água potável, como é o caso de várias regiões do Piauí, a possibilidade de purificação da água, de maneira fácil, auto-sustentável, renovável, replicável e a custo zero.

A moringa também é conhecida como lírio branco, quiabo-de-quina e cedro. Originária do Norte da Índia, ela é usada no Brasil desde a década 60, principalmente para fins medicinais e ornamentais. Sua reprodução se dá por sementes e seu crescimento é rápido (cerca de um ano). Consegue sobreviver normalmente em solos pobres sem necessidade de cuidados especiais, além de sobreviver por longos períodos de seca.

Famílias sobrevivem com a água barrenta

No interior do Piauí, como em vários estados do Nordeste, muitas famílias dependem da água que cai da chuva para sobreviver. Mas, grande parte da água dos açudes, barragens ou cacimbas que abastecem os povoados e municípios do estado, não é tratada e não dura o tempo necessário até as chuvas seguintes. Com isso as famílias são obrigadas a beber, tomar banho e fazer comida com a água barrenta e imprópria para o consumo, tendo muitas vezes que dividi-la com animais. Essa é uma realidade que atinge mais de um milhão de pessoas no Piauí, segundo dados da Defesa Civil do Estado. E o número de pessoas que não tem acesso à água própria para o consumo pode ser ainda maior.

Por isso, e principalmente por essa facilidade no processo de purificação da água, a moringa pode ser uma das alternativas mais viáveis para as populações do interior do Piauí que convivem constantemente com a seca.

Mas não é só em lugares com escassez de água que ela pode ser usada. A purificação da água pode ser feita por qualquer um em qualquer lugar, o que é uma grande diferença para as pessoas que vivem longe das subestações de tratamento, pois não é necessária a presença de um especialista em purificação.

Antes e depois do tratamento com a moringa

O processo é simples, consiste em colocar uma determinada quantidade de água que você deseja purificar num recipiente, geralmente de dez a vinte litros e adicionar a ela, a polpa de uma, duas ou até três sementes de moringa triturada (liquidificado). Deixa-se em repouso e após duas horas já pode retirar a água limpa com cuidado para não mexer com o conteúdo que sobra do fundo. “Essa água pode ser usada para beber, lavar louça e claro, da mesma forma que a água que vem da estação, a água tratada com a moringa deve ser fervida antes da ingestão” lembra Taciana.

Segundo Taciana Oliveira, que estuda as propriedades de purificação dessa planta no laboratório de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, a moringa faz com que a sujeira da água se una e vá para o fundo do reservatório da mesma forma que no processo químico. “Ela também tem a capacidade de atuar como um coagulante da água e remove entre 90 e 99% das partículas, fungos e microrganismos patogênicos e cianobactérias” explica.

Por Lourdes Pereira

Banheiro público no centro de Teresina permanece fechado

Inaugurada há mais de dois meses, ainda na gestão do ex-prefeito Silvio Mendes, o banheiro público de Teresina, situado na rua Areolino de Abreu, no centro da cidade, permanece fechado.

José Álvaro, vendedor de água de coco

O vendedor de água de coco José Álvaro, 51 anos, que trabalha no cruzamento das ruas David Caldas e Areolino de Abreu há 5 anos, diz que sempre seus clientes perguntam sobre a obra que nunca foi entregue.

“Eu sempre converso com os clientes sobre isso. Eles chegam aqui perguntando sobre os banheiros . O prefeito saiu do cargo com isso inaugurado e até agora continua fechado. Até vigia tem, mas não dão resposta de quando vão abrir”, afirma o vendedor.

Sara de Aquino, estudante

Sara de Aquino, de 26 anos, afirma que é um desperdício do dinheiro público. “Pelo tempo que eu vejo, achei que já tnha sido aberto. Isso é um desperdício do dinheiro público. É o nosso dinheiro utilizado para uma coisa que não funciona”, garante.


PREVISÃO DE ENTREGA

Segundo o guarda do local, o serviço será disponibilizado ao público a partir desta segunda-feira (21) e não foi aberto até agora devido a alguns ajustes que precisavam ser feitos.

Além dos banheiros, o local também conta com um bicicletário com capacidade para 166 bicicletas.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)

Ônibus padronizados já circulam em Teresina

O meio de transporte urbano de Teresina está sendo aos poucos modificado para uma frota mais nova, apropriada para atender a todos os usuários, principalmente, quem possui dificuldade de locomoção. No entanto, uma modificação está dividindo opiniões em Teresina.

Cerca de 500 ônibus coletivos da capital serão padronizados com a cor verde e não terão mais estampados os nomes da empresa e sim, a logomarca do Sistema de Transporte de Teresina, um desenho da Ponte Sesquicentenário.

Logomarca do Sistema de Transporte de Teresina

Essa padronização faz parte do Plano Diretor de Trânsito, uma primeira etapa para a integração do sistema de transportes na capital e já conta com cerca de 20 ônibus circulando atualmente na cidade. Algumas linhas que já adotaram a padronização foram Lourival Parente via Shopping, da empresa Piauiense, e a linha Rodoviária Circular, da Taguatur.

Antônio Carlos de Freitas, 23 anos, é estudante universitário e está acostumado a usar o meio de transporte. Ele afirma que essa padronização dos ônibus, no início está sendo estranho, pois é comum conciliar a linha à sua cor. ” Para quem não sabe ler é ruim, pois tem o costume de reconhecer o ônibus pela cor. Outra coisa que acho ruim é que os letreiros demoram demais para passar, com a mensagem ‘bom dia’ ou ‘boa noite’. Quem só enxerga de perto fica prejudicado, pois se antes relacionava à cor, agora fica até mais complicado porque demora até que veja o destino”, afirma.

Antônio Carlos

Antônio Carlos, 23 anos, estudante universitário

Porém, Antônio Carlos garante que é questão de adaptação. ” Tudo que é novo a gente estranha mesmo, mas acredito que é interessante a padronização dos ônibus em Teresina. Esteticamente é mais bonito.

Para Hélio de Araújo, 66 anos, a transformação nos ônibus da capital só beneficia os usuários. “A maioria das capitais já possuem um sistema integrado, e já era tempo de Teresina ter um sistema como este”, garante .



Diretor do Setut, Luis Mauro Cordeiro

Para o diretor administrativo do Setut – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina, Luis Mauro Cordeiro de Araújo, a padronização dos ônibus será um processo, que leva um tempo para as pessoas se acostumarem, mas que a cor não será um fator que dificultará o reconhecimento. “Os novos ônibus serão implantados aos poucos. até porque demora um tempo para que as empresas comprem novos veículos. No início vai ser complicado mesmo, até porque toda mudança gera polêmica. Há pessoas que não sabem ler, mas entendem os números. Então, devem ser associados à linha, o número de cada veículo. Em grandes cidades já é assim, então é só questão de costume”, garante.

INTEGRAÇÃO

Segundo Luis Mauro, o sistema de ônibus não deve ser dividido por empresas, já que o sistema é um só. “Para isso, o sistema será padronizado, para que não seja mais relacionado os ônibus coletivos às empresas e sim, ao sistema de transporte coletivo do município”, afirma.

Não há um tempo estimado para a troca de toda a frota, mas os veículos que estão circulando atualmente terão cinco anos para serem padronizados. Todos os ônibus já deverão ter a entrada apropriada para pessoas com dificuldade de locomoção, em cumprimento à lei de acessibilidade.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)