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Archive for the ‘Geral’ Category

Perigo de intoxicação por medicamentos: crianças merecem atenção redobrada

Crianças precisam de constante vigilância em todos os ambientes. Os riscos de contaminação ou intoxicação são constantes, principalmente quando os pais não são bem orientados quanto a esses perigos. Todos os dias, por mais limpa e confortável que seja a casa, criança e alguns produtos têm que ficar bem distantes um dos outros.

 “Nunca dê leite ou qualquer outro aditivo à sua criança, caso seja intoxicada por algum medicamento ou produto químico. A mãe nunca vai saber quais os efeitos desse ou de outro aditivo, em relação ao organismo da criança intoxicada. É preciso procurar um médico”, enfatizou a pediatra Glauba Morais, referindo-se à problemática que acontece na maioria dos lares que possuem crianças: o perigo do contato da criança com medicamentos.

A dona de casa Cleyane Rodrigues, afirma que em sua residência os medicamentos estão sempre longe do alcance da sua filha, Clara Giovanna, de apenas um ano de idade. Ela conta que, assim que sua filha começou a andar, teve um contato com medicamentos e quase foi intoxicada. “Ela sempre foi muito esperta e um dia que quase tomou um medicamento que eu havia esquecido em cima da mesa da sala. Como a mesa é baixa, a Clara teve acesso fácil, mas, antes de abrir a embalagem, eu consegui tomar das mãos dela.”, disse.

Casos como esse são comuns nos consultórios pediátricos de Teresina. De acordo com a médica pediatra, Glauba Morais, antes de mais nada, é preciso que os pais deixem os medicamentos em locais fechados como armários. “Não facilitar o acesso ao medicamento é o primeiro passo para evitar acidentes graves”, contou.

A especialista destacou que caso essa medida não seja suficiente e se a criança for intoxicada, os pais nunca devem tomar quaisquer atitudes precipitadas.

Glauba explica que forçar o vômito, por exemplo, pode trazer consequências mais graves para a criança. “A única atitude e a mais correta é levar a criança a um atendimento médico ou entrar em contato com o Centro de Assistência e Informação Toxicológica – CITOX, através do telefone (86) 3221-9608”, destacou.

De acordo com a médica, ao levar a criança ao médico, é crucial que a mãe tenha em mãos a bula e a embalagem do medicamento ingerido pela criança. Essa atitude é fundamental para que o médico saiba como agir, no processo de desintoxicação.

Envenenamento (intoxicação)

A exploração do espaço é uma atividade importante para o desenvolvimento infantil. Colocar objetos na boca, tentar pegar frascos com líquidos coloridos são comportamentos característicos das crianças, mas isso também pode colocá-la em grande risco de envenenamento e intoxicação não intencional.

Quando exposta ao veneno, a criança sofre conseqüências mais sérias comparando-se com um adulto, pois possui uma estrutural corporal menor e seu metabolismo é rápido.

Como proteger uma criança de um envenenamento (intoxicação)

Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças;

Remédios representam perigo para crianças

Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;

Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;

Saiba quais plantas dentro e ao redor de sua casa são venenosas, remova-as ou deixe-as inacessíveis para as crianças. Veja quais os vegetais tóxicos mais comuns;

Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo;

Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Controle de Toxologia de sua cidade para receber orientações adequadas.

 Texto e foto: Whenna Duarte

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O fim da sacola plástica em Teresina

Um brasileiro utiliza por ano, 800 sacolas

Quatrocentos anos. Esse é o tempo médio que uma sacola plástica leva para se decompor em meio externo e segundo uma pesquisa realizada no ano passado pelo Ministério do Meio Ambiente, um brasileiro utiliza por ano, 800 sacolas, o que corresponde a 12 bilhões de sacolas plásticas descartadas por 180 milhões de brasileiros, ao ano.  

 

 

Nessa perspectiva, em 2010, em Teresina, entra em vigor uma lei que proíbe o uso das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais da capital. Ou seja, a partir desse ano as farmácias, lanchonetes, panificadoras, açougues, laboratórios de análise clínicas, hospitais, comércios e prestadores de serviços em geral ficam obrigados a utilizar para acondicionamento de produtos e mercadorias em sacolas biodegradáveis ou produtos retornáveis (papel ou tecido).

 

 

SACO PLÁSTICO OU RETÓRNAVEL?

 

O uso dos sacos plásticos engloba diversas características, ou seja, quando em 1950, foram criadas, as sacolas eram motivos de orgulho. No entanto, meio século depois passaram a ocupar o status de vilãs do meio ambiente. Pois, 10% do lixo de todo país é representado pela matéria prima das sacolas.

Para Lucivânia faltam campanhas “educativas” dos governos

 

De acordo com Lucivânia Santos, responsável pelas despesas das embalagens plásticas de uma rede de supermercados, só a lei não resolverá os problemas com a poluição. “Já recebemos a visita da Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMAM), mas só a lei não resolverá os problemas da poluição, pois é necessária a conscientização de todos. É necessário também que o público entenda que o plástico degrada o meio ambiente”, afirma.

 

Lucivânia salienta que são consumidas 340.000 sacolas por mês no supermercado, o que ocasiona cerca de onze mil reais em gastos com sacolas. “Sem dúvidas, faltam campanhas “educativas” dos governos. É comum o cliente pedir várias sacolas para carregar um pequeno produto”, relata.

 

Em todo o mundo foi criado mecanismos para barrar o crescimento vertiginoso do saco plástico. Na Irlanda desde 2002 é cobrada taxa pelo uso indevido de sacolas, Na China o uso foi totalmente banido e no Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plásticos oxi-biodegradáveis, que possuem um aditivo químico acelerador de decomposição em contato com meio externo.

 

Paulo Afonso, gerente de uma rede de supermercados da capital

Entretanto, o uso de sacolas retornáveis também se mostra uma alternativa, uma vez que para Paulo Afonso, gerente de uma rede de supermercado, o mau hábito do uso do plástico deve ser substituído aos poucos. “Em nosso supermercado já usamos as sacolas oxi-biodegrádaveis, mas também fechamos uma parceria para que possamos substituir o plástico pela sacola retornável e nesse primeiro momento, vender a um preço baixo ou distribuir de graça”, revela o gerente.

 

CLIENTE E CONSCIÊNCIA

 

Em Teresina, das 450 toneladas de lixo diário, 45 toneladas são de detritos plásticos. Para Elizabete Avelar, bombeiro, custa caro fazer compras com a sacola retornável. “O preço da sacola retornável é altíssimo, visto que, é muito difícil carregar frios, empilhar muitas compras e se o estabelecimento liberasse caixas de papelão seria melhor”. Já para Thaís Ferreira, estudante, a lei de obrigatoriedades das sacolas biodegradáveis não mudará a consciência do teresinense. “Não levo em consideração no ato da compra se a sacola é ou não biodegradável, pois utilizo só para jogar o lixo fora”, revela a estudante.

 

A lei que entrou em vigor em janeiro deste ano destaca que os estabelecimentos terão um ano para se adaptarem e que nos os seis primeiros meses deverão entrar em conformidades as empresas com mais de 150 funcionários. Após seis meses os estabelecimentos com até 75 empregados.

 

E após um ano todos os estabelecimentos comerciais da capital deverão estar em acordo com a lei. O descumprimento da mesma acarretará em multas para os estabelecimentos comerciais.

Por: Thiago Moraes

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A importância do aleitamento materno

O banco de leite disponibiliza 6 litros de leite materno por dia

Reduzir a mortalidade neonatal. Essa é a função básica do banco de leite da maternidade “Dona Evangelina Rosa”, cujo público alvo são bebês de 0 a 28 dias, em sua maioria prematuros, com seqüelas neorológicas  ou ainda, com risco de sobrevida. 

 

Atualmente o banco de leite disponibiliza 6 litros de leite materno por dia. “Estamos trabalhando para que as doações aumentem, pois, o ideal seria que tivéssemos de 8 a 10 litros por dia. Uma vez que nascem aproximadamente 40 bebês diariamente e desse percentual 15% são prematuros”, esclarece Vanessa Paz, supervisora do banco de leite.

As interessadas em doar devem se cadastrar na própria maternidade

 

Ainda segundo Vanessa, anualmente o banco de leite realiza campanhas de conscientização da importância do aleitamento materno. “Nós realizamos campanhas em datas pontuais, como o dia do aleitamento materno, em outubro, no natal, a semana do aleitamento, que será em agosto e no dia das mães”, destaca a supervisora.

 

As interessadas em doar devem se cadastrar na própria maternidade, disponibilizar dados de identificação, além de realizar análises clínicas. “A importância de doar está em ajudar o próximo, principalmente por que várias mães não produzem o leite materno e isso fragiliza o bebê. Além disso, não tenho nenhum trabalho e apenas faço a coleta do leite, a maternidade disponibiliza todo o material necessário para a coleta”, finaliza Leila de Maria da Cruz, doadora.

Por: Thiago Moraes

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Parque Zoobotânico passa por segunda fase de revitalização

José Renato, coordenador do Parque Zoobotânico

Inaugurado em 08 de maio de 1974, o Parque Zoobotânico de Teresina está na 2ª fase de revitalização. A novidade dessa revitalização é que somente com esse plano o parque Zoobotânico obteve o registro junto ao IBAMA para atuar como unidade de conservação

O plano diretor da revitalização garante deste a reforma dos recintos dos animais até a segurança dos visitantes. A revitalização foi implantada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado do Piauí (SEMAR), em 2007.

De acordo com José Renato Uchôa, coordenador do parque, a relevância da preservação da flora e da fauna do parque é a principal preocupação do plano diretor. “Teresina merece um zoológico que tenha uma condição digna aos animais. Temos um plano de revitalização que contempla a fauna e a flora do parque”, afirma o coordenador.

O parque conta 137 hectares, que abriga 170 animais de 57 espécies

A revitalização do parque Zoobotânico de Teresina abrange a elaboração de uma trilha ecológica, recuperação e preservação das margens do rio Poti, a reforma dos recintos dos animais, além de restauração do sistema viário e estacionamento e instalações elétricas e hidráulicas. “Na elaboração desse plano diretor pensamos algo diferente, por isso queremos reproduzir o habitat do animal, assim usaremos o sistema Walk intrough, esse sistema permite uma simulação do habitat natural do animal”, esclarece José Renato Uchôa. 

Outra novidade é que esse projeto de reforma contempla a criação de playgrounds, departamento de comercialização de produtos locais, desenvolvimento de atividades de educação ambiental, além de acesso para o deslocamento de cadeirantes ou portadoras de outra deficiência física.

O parque Zoobotânico recebe aproximadamente 2 mil visitantes ao final de semana,no  que se refere a visita de alunos, o parque recebe cerca de 15 mil estudantes anualmente.Atualmente o parque conta 137 hectares, que abriga 170 animais de 57 espécies, além de uma flora em preservação. Além de possuir programas de educação ambiental e o Programa de Desenvolvimento do Turismo (PROTETUR).

A revitalização garante deste a reforma dos recintos dos animais até a segurança dos visitantes

Também em sua programação está o desenvolvimento de programa de cunho educação ambiental. “Tínhamos um projeto que se chamava “Como se destrói um rio”, nesse projeto alunos viam de banco pelo rio Poti até o parque, no decorrer desse percurso eles aprendiam como destruir um rio. É um programa que incentivava as crianças a não poluir as águas do rio, pois, quando eles chegavam ao parque, os alunos sabiam exatamente o que fazer para não poluir o rio”, explica José Renato.

O Parque Zoobotânico está aberto ao público de terça- feira a domingo de 8h ás 17h.

 Adriana Oliveira

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Contra o Crack e pela Vida

De 10 a 12 Segundos. Esse é o tempo que o crack leva para chegar ao cérebro. Com a mesma rapidez que age no corpo, ele tem o poder de destruir a vida de quem usa. Pensando em combater essa droga tão devastadora, a Fazenda da Paz está organizando o movimento “1 Minuto pela Vida”. No dia 25 de junho acontecerá uma caminhada com concentração às 7:00 horas, na avenida Frei Serafim, indo até a Câmara Municipal de Teresina, onde haverá uma reunião com vereadores da cidade.

O evento tem o intuito de pedir agilidade na implantação de políticas relativas ao combate do consumo de drogas. A maior meta da campanha é lutar por um conselho que trabalhe na fiscalização, cobrança e execução de políticas relacionadas à prevenção e tratamento de dependentes químicos.

“Tudo no crack é mais rápido. Desde a sua utilização: são 12 segundos para chegar ao cérebro. Até a mudança do corpo é mais rápida. Com a cocaína você passa de 5 a 6 anos para começar a perceber mudanças na estética. Com o crack, em 6 meses você vira praticamente um mendigo. Não se cuida mais, não dorme”, afirma Erick Raffaelli, conselheiro de dependência química da Fazenda da Paz. Segundo ele, 99% dos indivíduos tratados pela Fazenda da Paz, atualmente, são usuários de crack. A faixa etária dos atendidos pela entidade é bem ampla: vai desde os 12 até os 60 anos de idade. O tipo de tratamento depende do grau de dependência do indivíduo. “Por ser uma droga muito forte, a libertação do crack é muito lenta”, comenta.

Erick Raffaelli, conselheiro de dependência química da Fazenda da Paz

O crack é resultante da mistura de sobras do preparo da cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. “O crack é o lixo do lixo. O que não serve mais para nada é reutilizado e transformado no crack”, diz Erick Raffaelli. Chegando ao cérebro, começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. A euforia causada por essa droga pode durar de 5 a 15 minutos. Logo após, o usuário começa a sentir crise de abstinência e surge novamente a forte necessidade de inalar sua fumaça.

Além de tratar dependentes químicos, a Fazenda da Paz acolhe os beneficiados pelo tratamento. Erick é ex-usuário de drogas, foi interno da Fazenda da Paz e trabalha há 7 anos no local e cursa Enfermagem. Assim como ele, outros sete ex-dependentes também trabalham na entidade.

A Fazenda da Paz é uma entidade sem fins lucrativos para a reabilitação de dependentes químicos. Existe há 15 anos e foi idealizada pelo padre Pedro Balzi, falecido em 2009, em parceria com Célio Luiz Barbosa, ex-usuário de drogas. Mantém-se através de doações e parcerias com empresas.

Texto e Fotos: Ludmila Barbosa

Categorias:Geral, Saúde, Teresina

Comerciante fala sobre desespero após queda de elevador

Em um edifício localizado na Avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina, um acidente assustou a comerciante Maria de Lurdes e seus dois filhos. O elevador despencou do 5º andar para o subsolo e os moradores passaram por 2h de muita agonia e sem ter como pedir ajuda.

Maria de Lurdes relembra, emocionada, o susto.

“No escuro, gritando, gritando, meu filho batia na porta pedindo socorro e nada. Comecei a orar, a pedir pra Deus tomar providência naquele momento para que pudéssemos sair dali com vida”, emocionada, relembra a comerciante.

Comerciante mostra avarias na construção

Ela aponta ainda que o prédio possui obras inacabadas e que muitos equipamentos apresentam defeitos com frequência, mas que são solucionados rápidos. Os elevadores de serviço e social estão isolados desde a noite da última quinta-feira (27/05), quando o incidente ocorreu, e estão sem previsão para voltar a funcionar.

Segundo o Major José Veloso, Corpo de Bombeiros, “a recomendação básica para quem é o proprietário de elevadores é fazer manutenção periódica; e para a pessoa que está utilizando, ficando presa acidentalmente, deve manter a calma e ligar para o Corpo de Bombeiros que fará o resgate”.

Major Veloso orienta comportamento em caso de acidente

Por Virgiane Passos

Imagens reproduzidas da TV Clube

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Queda de energia deixa trecho da Av Frei Serafim sem semáforos

Semáforos apagados num dos cruzamentos mais movimentados de Teresina.

Na manhã desta segunda feira (19), por volta das 9h, uma queda no fornecimento de energia para o bairro Ilhotas provocou o desligamento dos semáforos que sinalizam o cruzamento da Av. Frei Serafim e a Rua Goiás. Além do trecho da Av. Frei Serafim, várias casas, prédios residenciais e comerciais ficaram sem energia.

Segundo testemunhas, a queda de energia ocorreu devido à uma manutenção da rede elétrica por um funcionário da prefeitura de Teresina.

Durante cerca de duas horas, condutores que passaram pelo cruzamento tiveram que agir com muita cautela para não causar acidentes. Depois desse tempo, um guarda de trânsito foi enviado ao local para controlar o tráfico de veículos.

Pedestres se arriscam ao atravessar a avenida.

Já os pedestres tiveram que se arriscar durante a travessia. “Com o semáforo funcionando, quase não dá pra chegar do outro lado, imagina com ele desligado”, afirma Juliana Souza, estudante.

Apesar do desligamento dos semáforos, não houve congestionamento. O fluxo de veículos não se intensificou devido às novas vias de acesso pela Ponte Estaiada, que liga as zonas leste e norte de Teresina.

Por Renée Moura – reneemoura@bol.com.br