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Archive for the ‘Educação’ Category

Prazo para solicitar isenção de taxa no vestibular da UESPI inicia nessa segunda

A Universidade Estadual do Piauí informa que a partir do dia 28 de junho (segunda-feira) de 2010, estará aberto o período para a solicitação de isenção da taxa do Vestibular UESPI/2011. O prazo para que os interessados façam a solicitação vai até a sexta-feira, 09 de julho.  

Os estudantes podem obter o formulário para a solicitação no endereço eletrônico www.nucepi.pi.gov.br ou nos Núcleos e Campi da UESPI, na Capital ou no Interior do Estado. Os candidatos deverão comprovar, através da documentação exigida, a sua condição de carência socioeconômica. O resultado com os candidatos contemplados será divulgado nos Núcleos e Campi da UESPI e no site da instituição até o dia 31 de agosto de 2010.

Por: Juarez Filho

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Categorias:Educação

Mais teresinenses buscam cursos no exterior

Aprender outro idioma, conhecer novas culturas, crescer pessoal e profissionalmente são alguns dos desejos que vários estudantes alimentam quando pensam em estudar no exterior. Com isso, o número de estudantes que investem nessa alternativa é crescente e com a ajudinha do equilíbrio econômico, pelo qual vem atravessando o país, esse desejo fica cada vez mais fácil de ser realizado.

E assim, como outras capitais, Teresina vem acompanhando as novas tendências do mercado estudantil nacional, mas nem tão novas assim em país europeus, onde o Erasmus, como é chamado lá fora, já é bastante comum desde a Segunda Guerra Mundial, quando os países envolvidos nos confrontos resolveram estreitar relações entre eles. E foi observando essas tendências que algumas empresas montaram escritórios em Teresina especializados em intercâmbio cultural ou estudantil justamente para explorar esse nicho que até em então não era tão procurado assim.

De acordo com Alan Sérvio Araújo, consultor de intercâmbio da Embarque Educacional, em Teresina muita gente já  fez intercâmbio fora do país, mas eram pessoas com muito dinheiro para se manter lá. “Hoje viajar ficou mais fácil e barato, há sempre muita gente interessada em informações. Por mês, a Embarque chega a atender de 100 a 150 pessoas em busca de informações sobre intercâmbio estudantil para países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Nova Zelândia”, ressalta.

 

Os meses de férias são os mais procurados para cursos de inglês que podem durar algumas semanas, um mês, ou mesmo um ano. “Esses cursos de férias são a primeira opção para os estudantes do Ensino Médio, com cinco mil reais o estudante têm o pacote completo de um mês com acomodações, passagens, alimentação, documentação e o curso, tudo pago”, explica. Há também os que acabaram de passar no vestibular, mas que ainda não começaram o curso. “Eles aproveitam para entrar na universidade com um conhecimento avançado da língua, mas não é preciso ter conhecimento da língua para viajar”, acrescenta.

A consultoria de uma empresa especializada é importante já que elas fazem a intermediação entre o interessado e uma escola ou universidade no exterior e providenciam tudo que é necessário para que a viagem não se torne um pesadelo. “Essas empresas procuram acomodações, a escola que vai receber, providenciam a documentação necessária, visto, como se comportar na imigração, na alfândega”, destaca Alan.

Contudo, há aqueles que vão por conta própria sem esse intermédio como é o caso da Natália Vaz, que recentemente se formou em jornalismo e viu a necessidade de ter uma nova vivência. “Eu sempre quis ter uma experiência que serviria tanto para a vida como a profissão e percebi que esse era o momento certo”, comenta Natália, que foi estudar a língua francesa na França, mas não utilizou a intermediação de empresas de intercâmbio. (No fim da matéria você pode conferir uma entrevista com Natália).

Além das empresas especializadas, os departamentos de Cooperação Internacional das universidades desenvolvem parcerias com universidades em diversos países e divulgam as oportunidades aos seus alunos. A universidade Federal do Piauí tem parceria com o Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades e todo ano oferece bolsas a alguns estudantes para estudar em universidades de Portugal durante um semestre. Outra opção são os programas Erasmus Mundus e Monesia que seleciona estudantes de diversas universidades para estudar em vários países da Europa. Além de programas e convênios para pós-graduação no exterior.

As Universidades que têm esses convênios trabalham de forma parecida. Elas mandam estudantes para o exterior, e ao mesmo tempo, acolhem alunos estrangeiros. Na maioria dos programas de intercâmbio, tanto nas universidades particulares como nas públicas, o estudante é responsável por todas as despesas da viagem – passagem, hospedagem, alimentação, visto e seguro de vida. Os programas oferecidos pelas universidades são os de graduação e pós-graduação, sendo que o de graduação é o mais comum e mais procurado.

Como se pode ver há muitas oportunidades e o mercado está propício para dar uma alavancada tanto na vida pessoal como profissional. É necessário estar atento as oportunidades se informar sobre o país que quer ir, e quais os cuidados que se deve tomar, além do mais importante que é estar aberto a novas culturas, costumes e visões de mundo, principalmente para que a experiência seja prazerosa e proveitosa.

Entrevista com Natália Vaz

Por que você decidiu estudar fora do país?

Eu sempre quis sair de Teresina pra ter uma experiência fora, que me serviria tanto para a vida como para a profissão. Antes de vir pra cá eu tentaria ir a Brasília, morar com uma tia e fazer algum curso de pós graduação ao mesmo tempo em que tentasse me integrar ao mercado jornalístico de lá. Porém, no final da graduação pensei melhor e vi que o momento certo de vir pra cá era agora, que eu ainda não tinha emprego fixo (apenas estagiava) e, assim, seria menos difícil jogar “tudo pro alto” e vir aprender a me virar só e, o principal, aprender outro idioma. Brasília vai continuar no Brasil e quando eu voltar ainda vou poder tentar ir morar lá. E escolhi a França porque outra tia minha mora aqui há 20 anos e se dispôs a me receber, caso eu quisesse mesmo sair de Teresina. Isso faz toda a diferença quando você pensa em mudar assim de uma hora pra outra. A presença dela aqui me facilitou muitas coisas.

Quais eram as suas expectativas com relação ao país que você escolheu? Elas foram atendidas?

Procurei não alimentar essa coisa de expectativa pra poder extrair tudo de melhor e de pior que a experiência poderia me proporcionar. Vim focada em aprender a falar e escrever bem o francês e tenho me dedicado a isso desde que cheguei. Realmente, a parte da adaptação é a que mais pesa. Demora um pouco pra você fazer amigos e começar a ter uma “vida normal” tão longe de casa e com tantas adversidades. Posso dizer que em momento algum me arrependi de ter vindo e vejo minha estadia aqui com bastante otimismo.

Quais as burocracias que você enfrentou tanto no Brasil como na França?

A pior parte de se organizar uma viagem totalmente por conta própria, o que foi o meu caso, é não saber que rumos tomar. E quando vamos atrás de informações nos órgãos cada um diz uma coisa diferente e isso realmente complica a vida. Além de ter gasto uma grana considerável pra tirar passaporte e visto, tive ainda que arrumar espaço na agenda (entre dois estágios e trabalho de conclusão de curso) para uma ida a Fortaleza, só para mostrar os originais de documentos que eu já havia enviado as cópias autenticadas. O procedimento é obrigatório para quem vem estudar aqui e eles exigem a presença da pessoa lá sob o pretexto de uma entrevista, que poderia ser facilmente feita por telefone ou até por videoconferência (para isso é cobrada uma taxa bastante salgada também). Chegando aqui, temos que agendar a efetivação da matrícula na universidade, marcar exames obrigatórios para a regularização do visto (que só será feita depois que você chegar e mostrar os tais exames) e, só então, podemos ir à prefeitura pegar um adesivo que funciona como carta de residência. Mesmo tendo o visto de longa duração (que deve ser providenciado no Brasil e que só é entregue em Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo) se não tiver esse adesivo, o visto só vale três meses e depois a sua estadia se torna ilegal. Pra quem veio sem boa base no idioma – como eu – isso é muito difícil. Tanto que no começo era minha tia quem fazia tudo pra mim.

Houve alguma situação pela qual você passou que você acha importante que as pessoas interessadas em estudar no exterior saibam?

Uma lição muito importante que tive é que ninguém deve ir a um lugar sem saber nada do idioma. Eu achava que tinha um nível básico, que desse para me virar, mas só ao chegar vi que não. No entanto, pude contar com um suporte muito importante aqui e isso não foi muito problemático pra mim. Para quem vem só, não saber nada do idioma pode transformar a viagem num inferno, ainda mais porque os franceses não são as pessoas mais pacientes do mundo para explicar as coisas pra ninguém. Nem para os próprios franceses nem para estrangeiros. Outra coisa que acho importante lembrar é que a pessoa tenha uma boa reserva de dinheiro, de preferência que venha com bolsa ou que os pais tenham condições de enviar dinheiro mensalmente. O custo de vida na França é altíssimo, embora o governo dê muita ajuda para estudantes estrangeiros, como com aluguel, abatimentos em programas de lazer, em compras de mantimentos e essas coisas todas. Vir contando com um emprego que ainda não está engatilhado é furada. Para vir eu passei um tempo juntando grana e minha família também me ajudou bastante. Mas a minha situação não se compara à de quem vem pra morar só. Aqui eu tenho onde ficar e não me preocupo em arrumar qualquer emprego só pra ter dinheiro pra comer, que, infelizmente, é a realidade de alguns estudantes que vem achando que emprego é fácil. Mas, se planejando direitinho, passar uns tempos por aqui é uma ótima experiência.

Por Lourdes Pereira

Imagen ilustrativas: internet

Ensino obrigatório de música é pouco cumprido em Teresina

Perto de completar o prazo estipulado pelo governo federal para adequação das escolas públicas e privadas ao ensino de música, muitas instituições de ensino ainda estão aquém desta meta. O Colégio Sagrado Coração de Jesus que, há dois anos, contava com a disciplina de música da Alfabetização à 3ª série do Ensino Fundamental, em nada ampliou esses dados já que o conteúdo de música atualmente é ensinado até o 4ª ano. O 4º ano corresponde à antiga 3ª série, de acordo com os novos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Sancionada pelo presidente Lula em 18 de agosto do ano de 2008, a lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas públicas e privadas não é muito clara. A norma fala que “a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular” acrescida de dois artigos. Um que determina o limite – 3 anos – dado pelo governo brasileiro para que as escolas se adaptem ao novo sistema. E o outro, da data de vigoração. Até então os PCN contavam com a disciplina de Artes, que tinha como foco três segmentos: Artes Plásticas, Artes Cênicas e Música. Poucas escolas, principalmente da rede pública, davam ênfase ou, mesmo, ministravam o conteúdo de música. Por causa de problemas de infra-estrutura.

Estes problemas estruturais estão relacionados aos equipamentos necessários para o ensino de música, como instrumentos musicais, por exemplo. Maria da Cruz Bezerra, coordenadora da Unidade Escolar Duque de Caxias, no bairro Cristo Rei, explica que nem sempre as verbas repassadas pelo governo federal são suficientes para implementar mudanças desse porte.

Nas escolas privadas, problemas deste tipo não foram citados. Ao invés deles, a escassez de profissionais aptos a ensinar. No ano passado, a então coordenadora pedagógica do Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ), Teresinha Gomes da Silva disse ser esta a grande dificuldade: encontrar profissionais que estivessem aptos a ministrar o conteúdo de música, mas que também tivessem domínio das normas pedagógicas. Este ano, o problema ainda não foi resolvido.

Atualmente, o CSCJ conta com três professores de Música. Lilia Dias Braga, professora da disciplina do CSCJ e também da rede pública, diz que o segundo ano não tem mais a disciplina por falta de alguém disponível a assumir a turma. “Uma das irmãs fica no terceiro[ano], mas ela não tem disponibilidade e já está cansada. Só está com essa turma porque eles[os alunos] querem muito. Eu não tenho mais disponibilidade porque trabalho em mais três lugares, além do CSCJ. Trabalho em uma escola da prefeitura, uma do estado e tenho uma escolinha de música”, justifica ela.

O mercado piauiense continua carente de pessoas licenciadas em Música. O fato não chega a surpreender já que dentre as instituições de ensino superior do estado, apenas a Universidade Federal do Piauí oferece o tipo de formação exigida pelas escolas, que é a licenciatura. A professora Lilia considera isso um reflexo de uma conjunção de fatores. “Aqui não existe uma política de investimento forte no setor da educação quando se fala de música. As universidades privadas também não se arriscam a oferecer o curso que forma professores por medo de não haver demanda.”

Lilia ainda cita o ambiente cultural no qual as pessoas, em específico, as crianças, estão inseridas. “Nós temos que aceitar a bagagem cultural que a criança traz, mas também temos que abrir novos caminhos para elas. O gosto estético dos meus alunos, por exemplo, se compõe de músicas como Rebolation. Eles têm pouco conhecimento de música erudita ou mesmo música popular que tenha mais qualidade. Se você pergunta se já ouviram falar de As Quatro Estações, eles imediatamente associam à música de Sandy e Júnior e não à obra de Vivaldi. Isso tem relação com o que a criança ouve quando está em família. Eu amo música clássica, mas nunca a ouvi em minha família. Nesse sentido, ainda está muito a desejar.”, finaliza.

Por Ludmila Barbosa

Categorias:Educação, música, Teresina

Clube do Livro pode se expandir

O que você acharia de discutir literatura aos domingos? “Importante. Diante de nossas limitações, a reflexão e a escuta do que o outro viu ou achou de determinada obra muitas vezes traz conflitos e novos olhares sobre o livro. Além de ser importante ver o que os outros pensarão sobre minhas opiniões”, explica João Farias Júnior, estudante de Filosofia. Ele participa de um grupo ainda informal que se reúne uma vez por mês para discutir uma obra literária escolhida previamente pelos próprios membros do grupo.

O Clube do Livro começou pela iniciativa de um grupo de amigos que gostam de ler e discutir literatura. Na falta de espaço físico para realizar as reuniões, o grupo solicitou junto ao SESC-PI (Serviço Social do Comércio) a concessão de um auditório, na unidade do Centro de Teresina, para as discussões.

Raimundo Nonato da Silva, Coordenador de Cultura do SESC Centro, diz ser importante esse tipo de atitude de jovens de Teresina, sobretudo porque ele considera que no Brasil “as pessoas não têm o hábito da leitura”. “Quando fomos procurados por esse grupo de jovens, eles buscavam um espaço onde pudessem se reunir. Resolvemos, então, à princípio, ceder esse espaço e só posteriormente conversar para sistematizar um projeto maior em que o SESC pudesse estar colaborando de forma mais efetiva. Ou seja, isso deixaria de ser um pequeno grupo e abriríamos um grupo maior, contratando profissionais e assessoria externa na área de literatura para que pudéssemos promover oficinas de poesia e rodas de leitura, mas no momento ainda é um trabalho embrionário, experimental”, explica.

Ele diz que a meta é construir uma parceria com o grupo para que, além das reuniões, também se compartilhe o gosto pela leitura com outras pessoas.

Por Ludmila Barbosa

Teresina recebe Professor da Universidade de Juventude para coordenar políticas públicas

Visando definir um planejamento estratégico para a melhor coordenar a Política Pública de Juventude em Teresina, o Professor da Universidade de Juventude de Brasília, Josbertini Clemente, esteve em Teresina nos últimos dias 17 e 18 de junho, a convite da  Secretaria Municipal da Juventude – SEMJUV.

                Para isso a Secretaria Municipal da Juventude reuniu técnicos numa oficina de trabalho, para discutir propostas que propiciem uma melhor participação e diálogo com os segmento juvenil, onde o professor esteve coordenando as ações, bem como orientando cada coordenadoria de projetos da secretaria, definindo pontos fundamentais a serem trabalhados, como a importância da diversidade em todos os grupos de juventude.

                Segundo o professor, o ponto primordial a ser trabalhado neste momento é a reestruturação e alinhamento destas ações com outras secretarias municipais. Josbertini coloca que a partir de uma maior integração de políticas publicas da prefeitura de Teresina, será possível ao jovem interagir, avaliar e estruturar metas. “É um ganho para a juventude, que a partir de agora, conhecerá quais eixos e onde estão sendo trabalhados. A idéia é agrupar todas as secretarias e construir um referencial de políticas publicas voltadas para a juventude do município”, finaliza.

Por: Patrícia Sousa

Categorias:Educação

SALIPI não trata de esportes em ano de Copa

O esporte já se encontra na veia dos brasileiros, em especial o futebol. Em ano de copa a euforia se torna maior, as diferenças sociais são deixadas de lado e todos buscam uma só coisa: que o time de futebol brasileiro seja campeão. Em Teresina, no mês de junho não é só com a Copa que a população está envolvida. Antes da abertura da Copa, que acontece dia 11, a população aproveita o evento literário que já faz parte do calendário da cidade.

Evento não focou em literatura esportiva

Lançado em 2003, o Salão do Livro do Piauí (SALIPI) acontece sempre na primeira semana de junho em Teresina. Este ano, em sua oitava edição, o evento vem englobando o lançamento de livros, bate-papo literário, fóruns temáticos, mostra de cinema, shows, exposições, cursos, oficinas e palestras. Embora apresente uma diversidade de assuntos, o Salipi esqueceu de abordar sobre os esportes.

Visitando e questionando 12 livrarias, apenas 4 delas possuíam algum livro literário esportivo. Em uma delas, a literatura esportiva focou-se nas crianças. Quebra-cabeças, livros, jogos, DVDs e revistas têm como tema os jogos da copa, para ensinar e divertir a criançada. As livrarias que não possuíam o material argumentaram que não existia procura por literatura esportiva. A vendedora Iranilde disse que até tem livros sobre esporte na loja, mas optou por não levar para o SALIPI, por não haver procura pelos mesmos.

Miguel Rocha apostou em livros esportivos infantis

Entretanto, o vendedor Marcílio Morais, disse que a procura é grande, mais ocorre somente por livros de futebol. “Tenho livros que falam sobre handbol e outros esportes, mas as pessoas só procuram sobre futebol pelo fato de ser ano de copa” afirma. Segundo o vendedor Fabio Batista, há demanda e as vendas desses livros tem sido ótima. “Desde segunda-feira tenho vendido em média 10 livros por dia sobre esporte, e essa busca só ocorre porque é ano de copa” afirma. Ele afirma também que é somente nesta época que se da uma dedicação especial para livros esportivos.

De acordo com uns dos Coordenadores do Evento, Wellington Soares, não se pensou em abordar sobre esportes no evento. “Embora seja ano de copa, não foi pensado a respeito do assunto, para ser abordado em palestras ou debates durante o evento. Admito que aconteceu essa falha”, confessa.

O evento este ano homenageia o escritor Fontes Ibiapina e começou segunda-feira, 31 de abril, e acontece até domingo, 6 de maio, no Complexo da praça Pedro II. Conta com a presença de escritores locais, nacionais e estrangeiros. Além de ser visitado por inúmeras pessoas de todas as idades que buscam conhecimento, diversão e cultura.

Salipi acontece até domingo(6)

Texto e fotos: Rhavena Dias

Categorias:Educação, Esporte Tags:, ,

Professores do estado fazem protesto e ameaçam deflagrar greve

Mais uma categoria dos trabalhadores do Estado do Piauí ameaça deflagrar greve. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE) realizou durante toda a manhã desta terça-feira (18)
um ato público ao lado do Palácio de Karnak reivindicando por melhorias nas condições de trabalho da classe. No momento, a presidente do Sindicato, Odenir Silva estava em reunião com o governador Wilson Martins. Caso não haja negociação, a classe irá grevar por tempo indeterminado.

Segundo o professor Francisco, da Unidade de Ensino Médio Professor Camilo Filho, além das melhorias nos salários e pagamento dos atrasados, é preciso ainda melhorar as instalações. “Tem escolas que tem máquina de escrever, mas não tem computador. O governo fala em inclusão digital, mas como se não estão equipando as escolas? Eles vão para a televisão mostrar as escolas equipadas, mas só mostram meia dúzia. As escolas do Piauí não são só o Liceu, o CEFET não. E as escolas dos bairros?”, questiona.

Francisco ainda reclama que há um grande número de professores atuando mas são todos substitutos. Para ele, chamar os substitutos mostra a politicagem que há no governo.

Outro professor de um Centro Técnico da zona sul de Teresina garante que se sente envergonhado com o salário da classe. “Os funcionários públicos se sentem envergonhados com os salários. O nosso vizinho Maranhão, os professores de lá ganham muito mais que os daqui. O salário que a gente recebe por 40 horas de trabalho aqui é o equivalente a 20 horas lá”, garante.

Entre outras reivindicações da classe, estão a solicitação dos precatórios, que segundo os professores, a questão foi ganha desde 2003, decretado pela Justiça e não foi pago. São exigidos também o 13º salários e o mês de dezembro do governo de Guilherme Melo, em 1994.

“Eles dizem que isso que estamos fazendo é baderna, mas não é. O que estamos fazendo é lutando pelos nossos direitos. Isso é luta de causa”, completa o professor Francisco.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)

Categorias:Educação, Piauí, Teresina