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Archive for the ‘Economia & Negócios’ Category

Brasil deve economizar 4% de energia durante o jogo contra Portugal

De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o consumo de energia elétrica após o fim da partida entre Brasil e Portugal, na manhã de hoje (25), deve aumentar 8,4 mil megawatts (MW) em apenas 30 minutos, podendo variar até 9,6 mil megawatts. Energia equivalente ao consumo da Grande São Paulo, no horário de pico. O ONS espera que no total, nesse dia haja uma economia de cerca de 4% na energia consumida no país, o que equivale a 2,2 mil MW.

De acordo com as estimativas do ONS, até as 09h30 dessa sexta-feira, a carga de energia deve ser similar a de uma sexta-feira típica. Durante o período entre 09h30 e 11h, espera-se que o consumo caia a uma taxa de 1,1 mil megawatts por minuto, até a atingir o total de 10,3 mil MW. No intervalo do jogo o consumo deve crescer 3,3 mil MW, em apenas oito minutos, o que é superior à soma do consumo do Espírito Santo e do Distrito Federal. No segundo tempo o consumo deve ser reduzido, até atingir o mesmo patamar do fim do primeiro tempo.

Na segunda partida do Brasil na Copa, contra a Costa do Marfim, no último domingo (20), a carga reduziu-se 1,4 mil MW em 20 minutos, quando o jogo começou, o equivalente ao consumo da região metropolitana de Curitiba. Ao final da partida, o consumo cresceu 10,7 mil MW em 24 minutos. Nesse dia foi registrada uma economia de 1.190 MW. O ONS afirma que está promovendo ações preventivas para garantir a qualidade e a continuidade do atendimento aos consumidores nos dias de jogo da seleção brasileira, tanto que durante os dois primeiros jogos não foram registradas interrupções no fornecimento de energia.

Por: Juarez Filho

Estimatima da economia durante o jogo do Brasil

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Produtividade da acerola no Piauí é uma das maiores do País

 

O Distrito Irrigado Tabuleiros Litorâneos do Piauí (DITALPI), localizado na região norte do Estado, produziu no ano de 2008 uma média de 56 toneladas/hectare/ano de acerola, segundo o técnico em agricultura orgânica, Francisco Alves, da Cooperativa dos Produtores Orgânicos dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí – Biofruta. Tal quantidade torna esse Perímetro uma área com uma das maiores produtividades de acerola do Brasil, superando a cidade de Petrolina, referência internacional na produção de frutas, que produz 20 t/ha/ano.

Os produtores estão organizados em regime de Cooperativa, e é ela quem organiza e negocia a venda dos produtos. A maior parte da produção de acerola orgânica do DITALPI é vendida para a multinacional americana Nutrilite, que tem sede em Ubajara, no Ceará. A empresa fornece as mudas que são plantadas pelos produtores e dá assistência técnica, para que todos sejam certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD). O IBD é uma empresa que certifica que todos os produtores estão enquadrados nos padrões de qualidade exigidos pela Nutrilite, que só compra produtos orgânicos.

O produtor Anselmo Albuquerque tem um lote de 4,4 hectares e produz na região há cinco anos. Ele diz que desde o começo da sua produção no Perímetro, utiliza o sistema de produção orgânico que, segundo ele, tem algumas vantagens sobre o sistema convencional: “além da oportunidade que tivemos do contrato com a nutrilite, que compra a produção antecipadamente, há ainda a consciência de que produzindo orgânico você traz um grande benefício para o meio-ambiente”.

Já para o produtor José Clarindo, que planta 2 hectares de acerola orgânica em sua propriedade de 8,8 hectares, “o produto orgânico tem grande aceitação no mercado, mas por conta dos custos os consumidores, mesmo sabendo dos benefícios do orgânico, ainda consomem muitos produtos da agricultura convencional”.  Ele acrescenta ainda que “até o final de 2011 a meta da cooperativa é de que o Perímetro produza 100% de alimentos orgânicos. Hoje os orgânicos correspondem a cerca de 90% da produção total do Perímetro”.

Por: Juarez Filho

Comerciantes de Teresina comemoram aumento nas vendas por conta da Copa

Ano de copa do mundo e as vendas no comércio no centro de Teresina estão intensas. Comerciantes comemoram os resultados e com promoções e bons descontos, estimulam mais ainda o consumo.

Domingos Brito, vendedor de uma loja de calçados acredita que a copa é o principal motivo para as grandes vendas no comércio nesta época do ano. “Aqui realmente as vendas estão boas e acredito que seja por conta da copa. A procura está sendo muito grande nessa época”, garante o vendedor.

Lariane Martins, gerente de uma loja de confecção, afirma que a copa estimulou bastante o comércio. “Aqui nós sempre vendemos bem, mas agora na época da copa, uma mercadoria que chega hoje já sai hoje. As vendas com certeza estão mais intensas e isso se deve à copa”, afirma Lariane.

Para Bezerra, gerente de uma loja de eletro eletrônicos, as vendas aumentaram porque as pessoas querem ver os jogos com uma imagem de boa qualidade. “A venda de televisores é grande. Os clientes chegam aqui procurando televisores para poder assistir aos jogos”, afirma.

Bezerra ainda acredita que existe um outro fator para o aumento nas vendas. “Não só a copa do mundo, mas o período junino faz com que o movimento no comércio aumente”, afirma o gerente.

Agrícola Neto, de 31 anos, analisa os preços dos televisores e garante: ” Estou aqui procurando uma tv para poder ver os jogos do Brasil em uma imagem de qualidade boa”.

Por Virgínia Santos (virginiaa.santos@gmail.com)

Brechó: oportunidade de bons negócios

O teresinense Simão Pedro Andrade, 46 anos, estava desempregado quando decidiu montar seu próprio negócio – um brechó, localizado no bairro São João. Antes de montar a loja ele já trabalhava com comércio vendendo livros e a ideia do brechó surgiu da necessidade de trabalho. O que inclui Simão no grupo de empreendedores por necessidade. São pessoas motivadas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho e que buscam alternativas de ocupação.

“Estava desempregado e senti a necessidade de fazer alguma coisa para sobreviver. Então imaginei um trabalho que pudesse abraçar e que não necessitasse de muito capital para empreender. Dessa forma tive a ideia de colocar o brechó – trabalhar com objetos usados, com coisas espalhadas em armários e fundo de garagem. A partir daí comecei a entrar em contato com alguns amigos para que trouxessem a mercadoria. Eu comecei com nada e hoje a loja está cheia”, relata Simão. A princípio alguns objetos foram recebidos de amigos e conhecidos. “Recebo peças consignadas e troco também. Depois que começaram as trocas e com a movimentação de capital com as vendas eu pude comprar as mercadorias”, diz.

O brechó vende de tudo um pouco – roupas, sapatos, bolsas, móveis, eletrodomésticos, peças decorativas, eletrônicos e peças antigas para colecionadores como gramofones, lustres, máquinas de escrever e de costura do início do século XX. “As peças mais antigas duram menos no estoque por ser de interesse de colecionadores. Algumas peças eu encontrei em Teresina, outras vieram do interior. Elas são compradas de pessoas que não dão muito valor a esse tipo de peça”, fala Simão.

Para garantir a qualidade do que é vendido é feita uma triagem, principalmente de roupas, sapatos e bolsas. “Separamos as melhores peças, de bom uso, sem rasgões ou grandes desgastes. Aquelas que não servem para a comercialização eu faço uma doação para entidades beneficentes”, comenta. O preço das roupas é avaliado pela qualidade do produto, tempo de uso e marca. “Nós também recebemos roupas novas em consignação. São peças que estavam em promoção nas lojas e não tiveram saída. As lojas repassam para gente e vendemos mais baratos”, emenda. O brechó ainda não faz o serviço de restauração, “mas se uma cadeira precisa de um lixamento novo ou um sofá de reforma de estofado nós mandamos reformar para agregar valor ao produto”, comenta.

No brechó a partir de R$2,00 é possível comprar produtos como cinzeiros e xícaras decorativas. Peças de roupas de R$2,00; R$3,00; R$10,00 e até R$50,00. “Os objetos mais caros aqui é um sofá de R$450,00 e o gramofone por R$800,00 que não está à venda ainda. No futuro eu pretendo investir numa outra loja só peças antigas e raras como o gramofone”, planeja. O gramofone foi presente de um amigo que adquiriu a peça em São Paulo. “O aparelho estava destoando da decoração da casa de um amigo e a mulher dele estava implicando com o objeto. Aí ele me deu”, conta.

Para Simão, a avaliação do negócio é positiva. “A princípio não coloquei o brechó só para ganhar dinheiro, mas sim com a intenção de trabalhar. O dinheiro seria consequência do trabalho. O que pretendo desse negócio é manter a minha família e gerar emprego – eu tenho um funcionário que me ajuda. Meu objetivo é crescer no ramo, mas com calma e dentro das possibilidades”, avalia Simão Andrade.

Por: Rodolfo Ribeiro

Foto: Divulgação

Venda de óculos de sol se intensifica no verão

Em Teresina, com o fim do período chuvoso e o aumento da incidência dos raios solares, se intensificam as vendas de óculos de sol no comércio popular. Haroldo Lima Gomes vende óculos de sol e esportivo no Shopping da Cidade e diz que as vendas sempre aumentam no período de férias. “Os meses mais fracos são os de inverno”, fala Haroldo, hoje estabelecido no Shopping da Cidade. Ele relata que começou a venda de óculos há 30 anos, como vendedor ambulante, na Rui Barbosa, centro da cidade.

Com a experiência de quem há três décadas vende óculos, Haroldo relata que o público jovem é o que mais procura pelos produtos, sempre atrás de novidades. “Eu procuro comprar óculos variados, de diferentes modelos e novidades para deixar bem sortida a banca e para tentar agradar aos clientes”, explica. A sua média de vendas é de cinco a seis óculos por dia. Indagado se as vendas estão fracas ele desconversa. “Sempre vendi óculos porque é um mercado bom e a clientela é certa”, afirma.

Elaine Gomes, que vende bijuterias e diversos acessórios no Shopping da Cidade, confirma que as vendas de óculos de sol é boa. “Vendo óculos de sol, esportivo e de grau desde que me mudei para o Shopping da Cidade e até agora a procura tem sido grande por causa do verão”, diz. Sua média de vendas é de quatro a cinco óculos diariamente.

A origem e a qualidade dos óculos vendidos no Shopping da Cidade é um tanto incerta. Segundo Haroldo, seus óculos são coreanos e comprados em Teresina, nas mãos de chineses estabelecidos no centro. Os óculos possuem preços variados. Óculos infantis, por exemplo, sai por R$ 5,00. Enquanto a versão adulta custa entre R$ 11,00 a 20,00, dependendo do modelo.

Os riscos de se usar óculos de sol de qualidade duvidosa são grandes para a saúde do olho humano. Os óculos escuros agem para proteger os olhos da ação dos raios ultravioletas da luz solar que podem danificar o olho e causar problemas na visão. Todo óculos escuro possui e deve possuir uma película protetora contra os raios ultravioleta. “Quando se usa óculos de sol, o olho entende que está escuro e a pupila abre para aumentar a captação de luz. Se a pessoa estiver usando óculos com proteção ultravioleta ela estará bem protegida. O problema é, se os óculos não possuírem a proteção ultravioleta”, explica o oftalmologista David Kirsh.

Assim, o perigo em se usar óculos de sol, comprado no Shopping da Cidade, está na falta de certificação e qualidade do produto que garantam a presença da proteção ultravioleta.

Consumidores procuram novidades e preços baixos

Óculos de grifes famosas como Dior, Dolce & Gabbanna, Chanel, aliado ao preço baixo são os principais atrativos que a professora Rejane Célia Costa, 45 anos, e sua filha Sarah, estudante de 18 anos, encontram em lojas do Shopping da Cidade. A professora Rejane conta que tem 10 óculos em casa. O seu interesse pelos óculos de camelôs, no entanto, está na armação. “Como uso óculos de grau, eu compro um óculos desse da Dior, por exemplo, e coloco uma lente de grau numa ótica. Sai muito mais barato”, explica. Ela ainda completa: “Para mim óculos é descartável. Vivo perdendo ou quebrando”.

A estudante universitária Sarah reconhece que os óculos comprados no Shopping da Cidade não têm muita qualidade. “Eu sei que essas lentes não são confiáveis. São películas que não protegem nada. Eu compro é pela armação e depois coloco a lente adequada”, diz a estudante que tem miopia e usa lentes de contato. “Eu não gosto muito de usar óculos, a sensação é que vejo buraco. Mas, como não posso passar o dia todo de lentes tenho dois óculos em casa”, comenta.

Sob o ponto de vista econômico, comprar óculos não originais para em seguida colocar lentes certificadas compensa. “Aqui (no Shopping da Cidade) encontramos óculos de grife que custam R$ 20,00, 10 % do valor do produto original. Eu coloco o grau por R$ 50,00. E, no final, tudo sai por apenas R$ 70,00”, calcula a professora Rejane Costa.

Além do preço baixo, a fragilidade dos óculos e a constante inovação do mercado de acessórios são um perfeito chamariz para consumidores como a professora Rejane e sua filha. “Não é todo dia que tenho R$ 200,00 reais ou mais para comprar óculos originais”, diz Rejane. “Ainda não vale apena gastar muito dinheiro porque óculos são frágeis e fáceis de quebrar”, finaliza Sarah.

Por Rodolfo Ribeiro

Fotos: Reprodução

Mercado Velho de Teresina atrai consumidores para produtos rurais

O Mercado Central de Teresina, popularmente conhecido como Mercado Velho, atrai diariamente milhares de consumidores atrás de preços baixos e de produtos, digamos, peculiares e que só podem ser encontrados no mercado. Exemplos não faltam: onde pode ser encontrada, em plena capital, uma lamparina a querosene? E chocalho para boi?

A concorrência é grande. Num único corredor do Mercado localizam-se uma dezena de lojas que vendem os mesmos artigos rurais. Em uma dessas lojas encontramos Aurilene Fernandes Teixeira e seu marido, Alexandre Batista, que há cinco anos vendem produtos rurais como chocalhos, amarras do chocalho, lamparina, facões e bainhas, chapéus e bonés de couro, baladeiras e utilidades de cozinha. De acordo com Aurilene, boa parte de suas vendas é feita para pessoas da zona rural de Teresina e de idade avançada. “São senhores de idade que moram no interior, vêm pegar o aposento e aproveitam para comprar no mercado”, conta Aurilene.

Os produtos mais vendidos, segundo Aurilene, são as utilidades do lar feitas de alumínio como panelas e frigideiras. “Mas também vende muito facão, chocalho…”, diz. As vendas de produtos rurais acontecem ao longo do ano, mas é no período das chuvas que se intensificam. “O mês mais fraco foi o de outubro. O movimento cai muito por causa da greve dos bancos. A partir de novembro até fevereiro as vendas melhoraram muito”, relata Aurilene.

Em vista a grande concorrência os preços são variados. A baladeira custa R$ 1,50. E os chocalhos variam de preço dependendo do tamanho: entre R$ 1,50 a R$ 15,00, do menor para o maior. A lamparina a querosene sai por R$ 3,00. Já as origens dos produtos são as mais variadas. “Os produtos de couro vêm do Pará. A baladeira de Juazeiro do Norte. Do Piauí só mesmo a parte de alumínio”, explica o marido de Aurilene, Alexandre Batista.

Artigos de couro para vaqueiro

Com uma máquina de costurar, tesoura, linha e muita habilidade, Gutemberg Cardoso Barros transforma o couro em gibão, chapéus, luvas e uma dezena de artigos de couro. Gutemberg que trabalha há um ano na loja do tio vende ainda chicote, selas para cavalo, arreio para carroça, rédeas, cabresto, peitoral de burro entre outros itens de couro. Boa parte dos produtos de couros é fabricada em oficina própria, ao lado da loja. “Fabricamos também chapéu de couro, cabeçalho e alguns modelos simples de sela de cavalo também”, explica Gutemberg.

O carro-chefe da loja são os produtos artesanais feitos de couro. A matéria-prima vem do Piauí e do Maranhão pronta para a transformação em ternos e chapéus de couro, assim como selas de cavalo. “Só alguns produtos como arreios, esporas, chocalhos, peitoral de burro, cabeçada para cavalo e estribos são comprados de fora, mas a parte de couro é feita por nós”, afirma Gutemberg.

Por ser uma produção artesanal o preço dos artigos de couro é um pouco salgado. Um chapéu, por exemplo, tem preço entre R$ 35,00 até R$ 80,00. O terno de couro mais caro sai por R$ 700,00 e a cela de couro por R$ 600,00.

Por: Rodolfo Ribeiro

Fotos: Divulgação

Teresina:Um canteiro de obras.

Shopping da PintosHipermercado ExtraTeresina esta se transformando em um verdadeiro canteiro de obras, sendo que muitas delas trarão um grande beneficio para a população. Dentre as obras que estão causando muitas expectativas por parte da população piauiense esta as construções do shopping da pintos e a construção do hipermercado extra. Na Avenida Kennedy esta sendo construindo o hipermercado do grupo pão de açúcar conhecido como extra hipermercado. O hipermercado extra em Teresina ira se localizar no antigo clube das classes produtoras do Piauí e a obra já esta quase chegando ao final. O estagiário da empresa, CCO engenharia, Tarcisio Carvalho, da uma estimativa de que ate o final de agosto o extra estará funcionando para toda a sociedade. Teresina, no entanto passara ate mais uma opção na hora de fazer as compras. As obras do shopping da pintos próxima aos dois shoppings da cidade também esta chegando ao seu final, criando assim muitas expectativas por partes das pessoas que passam em frente e ficam se perguntando o que ira funcionar ali. De acordo com o mestre da obra, Chagas, da construtora Mauro Lopes Engenharia, afirma que toda a extensão do edifício ira funcionar lojas da pintos onde ira se vender artigos infantis,adultos,eletrodomésticos,calçados e ira funcionar o restaurante favorito nas dependências do shopping. “O cidadão teresinense sairá ganhando com todos esses empreendimentos, pois se terá mais opções na hora das compras e como conseqüência a concorrência ajuda no que diz respeito ao preço das mercadorias.” comenta o funcionário público Jose Fernandes de Sousa.

Rene Viana