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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Dez dicas para qualquer um curtir as férias

  1. Organize seu tempo, ele é sempre precioso e nas férias, então… parece voar!
  2. Faça o que você realmente gosta e não o que a sociedade impõe como sonho de férias. Você não precisa sair de casa, se é no seu lar que você sente-se mais feliz.
  3. A criatividade é mais importante que a conta bancária, exercite-a!
  4. Férias acontecem uma vez por ano. Se elas estão sendo mais freqüentes para você, cuidado, isso pode ser ócio.
  5. Cuide da saúde, assim, você poderá aproveitar melhor as próximas férias.
  6. Rememore o passado, brinque com ele, caso tenha vontade e planeje o futuro.
  7. Sinta-se bonito, invista na beleza interna e externa.
  8. Lembre-se de que nas férias, você é seu próprio chefe.
  9. Carpe diem!
  10.  Seja feliz, sempre!

Por Larissa Reis Ferreira

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Perigo de intoxicação por medicamentos: crianças merecem atenção redobrada

Crianças precisam de constante vigilância em todos os ambientes. Os riscos de contaminação ou intoxicação são constantes, principalmente quando os pais não são bem orientados quanto a esses perigos. Todos os dias, por mais limpa e confortável que seja a casa, criança e alguns produtos têm que ficar bem distantes um dos outros.

 “Nunca dê leite ou qualquer outro aditivo à sua criança, caso seja intoxicada por algum medicamento ou produto químico. A mãe nunca vai saber quais os efeitos desse ou de outro aditivo, em relação ao organismo da criança intoxicada. É preciso procurar um médico”, enfatizou a pediatra Glauba Morais, referindo-se à problemática que acontece na maioria dos lares que possuem crianças: o perigo do contato da criança com medicamentos.

A dona de casa Cleyane Rodrigues, afirma que em sua residência os medicamentos estão sempre longe do alcance da sua filha, Clara Giovanna, de apenas um ano de idade. Ela conta que, assim que sua filha começou a andar, teve um contato com medicamentos e quase foi intoxicada. “Ela sempre foi muito esperta e um dia que quase tomou um medicamento que eu havia esquecido em cima da mesa da sala. Como a mesa é baixa, a Clara teve acesso fácil, mas, antes de abrir a embalagem, eu consegui tomar das mãos dela.”, disse.

Casos como esse são comuns nos consultórios pediátricos de Teresina. De acordo com a médica pediatra, Glauba Morais, antes de mais nada, é preciso que os pais deixem os medicamentos em locais fechados como armários. “Não facilitar o acesso ao medicamento é o primeiro passo para evitar acidentes graves”, contou.

A especialista destacou que caso essa medida não seja suficiente e se a criança for intoxicada, os pais nunca devem tomar quaisquer atitudes precipitadas.

Glauba explica que forçar o vômito, por exemplo, pode trazer consequências mais graves para a criança. “A única atitude e a mais correta é levar a criança a um atendimento médico ou entrar em contato com o Centro de Assistência e Informação Toxicológica – CITOX, através do telefone (86) 3221-9608”, destacou.

De acordo com a médica, ao levar a criança ao médico, é crucial que a mãe tenha em mãos a bula e a embalagem do medicamento ingerido pela criança. Essa atitude é fundamental para que o médico saiba como agir, no processo de desintoxicação.

Envenenamento (intoxicação)

A exploração do espaço é uma atividade importante para o desenvolvimento infantil. Colocar objetos na boca, tentar pegar frascos com líquidos coloridos são comportamentos característicos das crianças, mas isso também pode colocá-la em grande risco de envenenamento e intoxicação não intencional.

Quando exposta ao veneno, a criança sofre conseqüências mais sérias comparando-se com um adulto, pois possui uma estrutural corporal menor e seu metabolismo é rápido.

Como proteger uma criança de um envenenamento (intoxicação)

Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças;

Remédios representam perigo para crianças

Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;

Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;

Saiba quais plantas dentro e ao redor de sua casa são venenosas, remova-as ou deixe-as inacessíveis para as crianças. Veja quais os vegetais tóxicos mais comuns;

Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo;

Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Controle de Toxologia de sua cidade para receber orientações adequadas.

 Texto e foto: Whenna Duarte

Mudanças e realidade após a nova Lei Nacional de Adoção

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Socorro Solano, Coordenadora do Lar de Maria

Às vésperas de completar um ano de sanção, a nova Lei Nacional de Adoção, promulgada pelo Presidente Lula em 03 de agosto de 2010, surgiu como uma esperança para milhares de crianças dos abrigos e para aqueles que sonham em se tornarem pais. A coordenadora do Lar da Criança Maria João de Deus, Maria do Socorro Solano, esclarece aspectos relativos à lei, como o cadastro único de adoção, o maior controle dos abrigos e a questão da família extensa, e fala sobre a realidade dos abrigos e crianças aptas para adoção em Teresina e no país.

P: Quais os benefícios que a nova lei trouxe para o processo de adoção?

R: Primeiro, a questão do cadastro único que facilita o processo. Por exemplo, uma criança que está para adoção aqui no Piauí pode encontrar uma família apta na Bahia, em São Paulo, no Ceará, ou em qualquer outra região do país, e vice versa.

Outro ponto importante é que a criança não passa mais de dois anos em uma instituição de abrigo. A idade da pessoa que podia adotar, antes de 21 anos no mínimo, hoje, com a nova lei, reduz para 18 anos, desde que essa pessoa tenha, pelo menos, 16 anos a mais que o adotado.

A família tem agora o privilégio pela guarda da criança ou adolescente. É a chamada família extensa. Os parentes, mais próximos têm prioridade no processo de adoção. No caso do pai e da mãe não poderem mais ficar com a criança, acontecendo à destituição do poder familiar, a família extensa tem a preferência pela criança.

Os estrangeiros também podem adotar, mas apenas nos casos em que a criança não tem possibilidade alguma de ser adotada no próprio país.

P:Quais as etapas do processo de adoção?

R: A pessoa ou casal se cadastra (não precisa ser casado para adotar uma criança), visita o juizado da Infância e da Juventude e depois passa por algumas entrevistas com assistente social e psicólogo. Devem ser feitas visitas domiciliares e agora, com a nova lei, essa pessoa ou família que deseja adotar a criança, passa por uma formação para entender o processo e a dinâmica de ter uma criança nova na sua vida, para que não venha dar um passo e depois arrepender-se. É preciso estar emocionalmente preparado para essa tarefa de ser pai ou mãe.

P: Quais as principais dificuldades nesse processo?

R: Uma das maiores dificuldades é a própria estrutura do juizado no Brasil como um todo. Todo juizado precisa, e agora mais ainda, de uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais, com número suficiente de funcionários para melhor desempenho das atividades, como entrevistas, reuniões para os pais que querem se tornar habilitados. Então se não houver uma reestruturação por parte do juizado, esse trabalho não vai fluir.

Muitas vezes, o trabalho de visitar as famílias, de ver os processos de destituição familiar, se torna longo porque não se tem pessoas suficientes nos juizados para fazer todo esse trabalho. Não se pode destituir uma criança do convívio familiar de uma hora para outra. Precisa-se ter consciência e certeza de que aquela criança não pode mais voltar para o seio da família.

A equipe do juizado tem que estar pronta para fazer esse trabalho de acompanhamento e registro. Caso contrário, mesmo que os abrigos desempenhem corretamente sua função, não é possível que haja uma aceleração no processo de adoção.

P: Você acredita que houve um aumento no número de adoções, já que a nova lei traz a possibilidade de parentes próximos adotarem as crianças e adolescentes?

R: Pela realidade vivenciada aqui no abrigo, boa parte dessas crianças tem família extensa, que é o nome dado aos parentes próximos, mas raramente essas pessoas querem se envolver, já que elas foram retiradas do convívio familiar por problemas sérios, como drogas, negligência ou maus tratos. A família extensa não quer confusão com os pais dessas crianças. Prefere abrir mão de dar um conforto, um lar, um carinho dentro de uma estrutura familiar e as crianças permanecem nos abrigos.

P: Com relação à linha histórica de adoção de dez anos para cá, tem aumentado a procura por adoção?

R: Tem aumentado sim. O que não tem acontecido é ter um número suficiente de crianças para ser adotada. Os abrigos estão lotados e as pessoas às vezes pensam que todas as crianças que estão no abrigo são para adoção, quando na realidade não são. Muitas estão esperando a destituição do poder familiar ou estão em caráter provisório, ou seja, tem possibilidade de retorno.

Dos 80 que temos aqui hoje, somente sete estão habilitados para adoção e não tem perfil que a maioria dos brasileiros procura.

P: Qual é o perfil procurado?

R: No máximo três anos, mas a preferência é por bebês de até um ano. Homem, branco e saudável, ou seja, um filho perfeito. Passando dessa idade, as coisas complicam. A maioria dessas crianças, mesmo aquelas que estão em processo de destituição, já passou dessa idade.

O ano de 2003 foi um ano que bateu o recorde aqui no Lar de Maria, onze crianças foram adotadas. Em 2004, seis. Em 2005, dez. Em 2006 e 2007, oito. Em 2008 e 2009, sete, e nesse ano, até o momento, apenas quatro.

Mas isso não significa que outras crianças não tenham sido adotadas. Às vezes, a adoção acontece no próprio juizado.

P: E o perfil das pessoas que adotam?

R: A maioria são casais e há casos de ser apenas a mulher. Somente homem, ainda não encontramos, mas é bem variado. Alguns são de poder aquisitivo elevado, mas a maioria é classe média para baixa.

P: O perfil das crianças adotadas em âmbito nacional corresponde ao perfil de Teresina?

R: É o mesmo perfil. No Brasil como um todo, temos mais de 23 mil pessoas habilitadas para adoção. Só que 80% delas querem crianças de até três anos. A maioria das pessoas abrigadas, já passa dessa faixa. Uma boa parte, 41%, quer filhos brancos. E 64% das crianças nos abrigos são pardas ou negras.

Dizem que não tem crianças. Não tem porque realmente não existe essa generosidade, de realmente receber o filho da maneira que ele é.

Quando se tem um filho biológico, claro que se os pais forem brancos, você sabe que o filho vai ser branco. Mas você vai saber se é saudável? Não sabe como vai ser o temperamento dele. E, às vezes você quer escolher o filho perfeito. Mas não existe o filho perfeito. Tudo é na conquista, o trabalho de amor, de carinho, de diálogo, de convivência.

Há casos no Piauí de adoções fora desse perfil: morenas, pardas, com 10 anos de idade e que, hoje, são pessoas realizadas, tanto filho como a mãe.

Há três ou quatro casos de pessoas adotadas fora desse perfil e não houve problema nenhum. É um filho amado, querido, que está construindo uma relação assim como se constrói com um filho biológico.

P: Qual o destino dessas crianças que não se encaixam no perfil?

R: Passam de uma instituição pra outra. O dever do Estado é criar alternativas para que o jovem se habilite e, no futuro, quando sair do abrigo, atingindo os 18 anos, tenha para onde ir. A criação de republicas é um bom exemplo, para que os que não tem para onde ir, tenham um apoio até realmente se estruturarem e conseguir um trabalho.

É, também, obrigação dos abrigos ir atrás de parcerias para cursos profissionalizantes, trabalhos, primeiro emprego para esses jovens. A sociedade também é responsável por criar mecanismos para que esses jovens consigam exercer sua cidadania, para não cair depois no mundo da marginalidade.

Por Viviana Braga (vivianabraga@hotmail.com)

Budismo: uma fuga intrapessoal para paz

Tido como um caminho para a paz interior, o Budismo também está presente em Teresina. Quem o segue, acredita, facilmente, que o poder para alcançar essa tão sonhada paz interior está dentro de cada pessoa, o que se justifica, inclusive, na tentativa de conceituar o próprio Budismo: uma percepção sobre a maneira que cada indivíduo vê a vida. “São 24 horas por dia, é a forma que a gente vê as coisas, como reagimos diante delas e como a nossa percepção dessas coisas, neste exato momento, é totalmente distorcida”, destaca a monja budista Bhikkuni Ani Zamba Chözom, que veio diretamente da Inglaterra para a capital piauiense, proferir palestras sobre o Budismo.

A Monja Ani Zamba, esclarece os preceitos os Budismo

A Monja Ani Zamba, esclarece os preceitos os Budismo

Em Teresina, existe apenas um templo totalmente construído e voltado para o Budismo, que também é referenciado como uma filosofia de vida. Denominado Centro de Budismo Tibetano Shenphen Chöling, está localizado na Avenida Presidente Kennedy, próximo ao Parque Zoobotânico, zona Leste da cidade. Logo na entrada, mesmo sem conhecer a prática budista, o clima sereno, o barulho dos pássaros e a presença forte da natureza começam a confirmar que o local, de alguma forma, proporciona a paz que a maioria das pessoas busca.

“Essa era a idéia do Buda: aquele que está acordado, que busca essa condição de plenitude. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, Buda não é uma pessoa, não é o nome de uma pessoa, mas um título, um estado de ser. Buda mostra o potencial humano para atingir a plenitude. Não é um salvador, algo ou alguém que veneramos, mas um exemplo para as pessoas, do que nós podemos fazer, do que podemos ser”, enfatizou a monja Ani Zamba.

Ainda segundo ela, seis características são fundamentais no Budismo. “Chamamos de um conjunto de ensinamentos, ao qual damos o nome de ‘As Seis Perfeições’. São elas: perseverança, concentração, generosidade, disciplina e paciência, que, juntas, são caminhos para a sexta perfeição: a sabedoria”, explica Ani Zamba, auxiliada pelo músico piauiense Cláudio Martins, que segue o Budismo há oito anos.

“Todos podem chegar a esse ponto de plenitude, de paz interior. Não é algo restrito de alguém, de um determinado grupo. Basta querer e utilizar as ferramentas para alcançar isso: observar como você trabalha a sua mente, a forma como você vê a vida. É uma filosofia de vida, mas não é algo abstrato: é uma prática lógica, científica”, pontua Cláudio, que possui oito irmãos, todos católicos praticantes.

Sobre a sua relação com seus familiares, Cláudio fez questão de frisar: “No Budismo, o respeito é algo extremamente privilegiado por nós, seguidores, simpatizantes. Então, na minha casa, existe uma relação de respeito bastante definida. Um dos nossos exemplos mais fortes, Dalai Lama, inclusive, condena qualquer aversão às religiões: ao contrário disso, privilegia o respeito”, contou Cláudio, que conheceu o Budismo no ano de 2001, através da indicação de amigos. “Na época, não existia nenhum templo específico do Budismo; apenas grupos de simpatizantes, que se reuniam para a leitura e contemplações de textos budistas”, afirmou.

O músico também falou que, antes de conhecer e praticar o Budismo, não participava de nenhuma religião ativamente, embora sua família fosse católica. “Antes de conhecer de perto o Budismo, no Espaço Luz, em 2001, que era um grupo de simpatizantes, eu apenas lia artigos, pesquisava na internet sobre essa prática. Então, fui indicado por amigos e até hoje sigo os preceitos budistas. Durante a semana, por exemplo, nós fazemos oferendas, como água, flores, luzes, sons, comidas e perfumes. Isso é um costume indiano antigo”, enfatizou.

A prática surgiu, mais precisamente, na região Nordeste do subcontinente Indiano e, provavelmente, após o falecimento de Siddhartha Gautama, cerca de 400 a.C., ganhou força e divulgação mundialmente. Para os seguidores, “O Buda” é apenas um guia espiritual e não um deus. “E é por isso que alguns seguidores também são membros de outras religiões. No Budismo, não há uma hierarquia como na igreja católica, por exemplo, onde existe o Papa, o Bispo, o Padre”, pontuou Cláudio.

Segundo Cláudio, cerca de 20 a 25 pessoas são seguidoras, ativamente, do Budismo. “São estudantes, profissionais liberais. Alguns conhecem, simpatizam, mas não são assíduos. Esse é o número médio de simpatizantes. Acho que até por causa da pouca divulgação esse número não seja tão grande”, frisou.

O psicólogo Werner Morais é um dos seguidores do Budismo, em Teresina. “Comecei com a leitura, em uma época que não me recordo bem. Sempre muito ligado à leitura, me identifiquei com a filosofia do Budismo, com os métodos. Sou casado, tenho dois filhos, mas minha família é católica. Eu, inclusive, também vou às missas em algumas eventualidades e também mantemos uma relação saudável de respeito”, disse.

Veja 16 preceitos budistas vividos pelos seguidores:

Os Três Refúgios

1. Eu tomo refúgio no Buda (nossa natureza búdica interior).

2. Eu tomo refúgio no Dharma (o conhecimento).

3. Eu tomo refúgio na Sangha (a comunidade budista).

As Três Resoluções Gerais

1. Eu decido evitar o mal.

2. Eu decido fazer o bem.

3. Eu decido libertar todos os seres senscientes.

Os Dez Preceitos Cardeais

1. Eu decido não matar, e sim cuidar de toda forma de vida.

2. Eu decido não tomar o que não é dado, e sim respeitar a propriedade alheia.

3. Eu decido não utilizar mal a minha sexualidade, e sim ser cuidadoso e responsável.

4. Eu decido não mentir, e sim falar a verdade.

5. Eu decido manter a minha mente clara, não abusar de álcool ou outros intoxicantes, e nem levar os outros a fazê-lo.

6. Eu decido não falar sobre as falhas de outros, mas sim ser compreensivo e solidário.

7. Eu decido não enaltecer a mim mesmo e desfazer os demais, mas sim superar as minhas próprias limitações.

8. Eu decido não sonegar ajuda espiritual ou material, mas concedê-las gratuitamente quando necessário.

9. Eu decido não me entregar à raiva, mas sim praticar a paciência.

10. Eu decido não desrespeitar as Três Jóias (Buda, Dharma e Sangha), mas sim nutri-los e apoiá-los.

Por Viviana Braga (vivianabraga@hotmail.com)


Mais teresinenses buscam cursos no exterior

Aprender outro idioma, conhecer novas culturas, crescer pessoal e profissionalmente são alguns dos desejos que vários estudantes alimentam quando pensam em estudar no exterior. Com isso, o número de estudantes que investem nessa alternativa é crescente e com a ajudinha do equilíbrio econômico, pelo qual vem atravessando o país, esse desejo fica cada vez mais fácil de ser realizado.

E assim, como outras capitais, Teresina vem acompanhando as novas tendências do mercado estudantil nacional, mas nem tão novas assim em país europeus, onde o Erasmus, como é chamado lá fora, já é bastante comum desde a Segunda Guerra Mundial, quando os países envolvidos nos confrontos resolveram estreitar relações entre eles. E foi observando essas tendências que algumas empresas montaram escritórios em Teresina especializados em intercâmbio cultural ou estudantil justamente para explorar esse nicho que até em então não era tão procurado assim.

De acordo com Alan Sérvio Araújo, consultor de intercâmbio da Embarque Educacional, em Teresina muita gente já  fez intercâmbio fora do país, mas eram pessoas com muito dinheiro para se manter lá. “Hoje viajar ficou mais fácil e barato, há sempre muita gente interessada em informações. Por mês, a Embarque chega a atender de 100 a 150 pessoas em busca de informações sobre intercâmbio estudantil para países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Nova Zelândia”, ressalta.

 

Os meses de férias são os mais procurados para cursos de inglês que podem durar algumas semanas, um mês, ou mesmo um ano. “Esses cursos de férias são a primeira opção para os estudantes do Ensino Médio, com cinco mil reais o estudante têm o pacote completo de um mês com acomodações, passagens, alimentação, documentação e o curso, tudo pago”, explica. Há também os que acabaram de passar no vestibular, mas que ainda não começaram o curso. “Eles aproveitam para entrar na universidade com um conhecimento avançado da língua, mas não é preciso ter conhecimento da língua para viajar”, acrescenta.

A consultoria de uma empresa especializada é importante já que elas fazem a intermediação entre o interessado e uma escola ou universidade no exterior e providenciam tudo que é necessário para que a viagem não se torne um pesadelo. “Essas empresas procuram acomodações, a escola que vai receber, providenciam a documentação necessária, visto, como se comportar na imigração, na alfândega”, destaca Alan.

Contudo, há aqueles que vão por conta própria sem esse intermédio como é o caso da Natália Vaz, que recentemente se formou em jornalismo e viu a necessidade de ter uma nova vivência. “Eu sempre quis ter uma experiência que serviria tanto para a vida como a profissão e percebi que esse era o momento certo”, comenta Natália, que foi estudar a língua francesa na França, mas não utilizou a intermediação de empresas de intercâmbio. (No fim da matéria você pode conferir uma entrevista com Natália).

Além das empresas especializadas, os departamentos de Cooperação Internacional das universidades desenvolvem parcerias com universidades em diversos países e divulgam as oportunidades aos seus alunos. A universidade Federal do Piauí tem parceria com o Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades e todo ano oferece bolsas a alguns estudantes para estudar em universidades de Portugal durante um semestre. Outra opção são os programas Erasmus Mundus e Monesia que seleciona estudantes de diversas universidades para estudar em vários países da Europa. Além de programas e convênios para pós-graduação no exterior.

As Universidades que têm esses convênios trabalham de forma parecida. Elas mandam estudantes para o exterior, e ao mesmo tempo, acolhem alunos estrangeiros. Na maioria dos programas de intercâmbio, tanto nas universidades particulares como nas públicas, o estudante é responsável por todas as despesas da viagem – passagem, hospedagem, alimentação, visto e seguro de vida. Os programas oferecidos pelas universidades são os de graduação e pós-graduação, sendo que o de graduação é o mais comum e mais procurado.

Como se pode ver há muitas oportunidades e o mercado está propício para dar uma alavancada tanto na vida pessoal como profissional. É necessário estar atento as oportunidades se informar sobre o país que quer ir, e quais os cuidados que se deve tomar, além do mais importante que é estar aberto a novas culturas, costumes e visões de mundo, principalmente para que a experiência seja prazerosa e proveitosa.

Entrevista com Natália Vaz

Por que você decidiu estudar fora do país?

Eu sempre quis sair de Teresina pra ter uma experiência fora, que me serviria tanto para a vida como para a profissão. Antes de vir pra cá eu tentaria ir a Brasília, morar com uma tia e fazer algum curso de pós graduação ao mesmo tempo em que tentasse me integrar ao mercado jornalístico de lá. Porém, no final da graduação pensei melhor e vi que o momento certo de vir pra cá era agora, que eu ainda não tinha emprego fixo (apenas estagiava) e, assim, seria menos difícil jogar “tudo pro alto” e vir aprender a me virar só e, o principal, aprender outro idioma. Brasília vai continuar no Brasil e quando eu voltar ainda vou poder tentar ir morar lá. E escolhi a França porque outra tia minha mora aqui há 20 anos e se dispôs a me receber, caso eu quisesse mesmo sair de Teresina. Isso faz toda a diferença quando você pensa em mudar assim de uma hora pra outra. A presença dela aqui me facilitou muitas coisas.

Quais eram as suas expectativas com relação ao país que você escolheu? Elas foram atendidas?

Procurei não alimentar essa coisa de expectativa pra poder extrair tudo de melhor e de pior que a experiência poderia me proporcionar. Vim focada em aprender a falar e escrever bem o francês e tenho me dedicado a isso desde que cheguei. Realmente, a parte da adaptação é a que mais pesa. Demora um pouco pra você fazer amigos e começar a ter uma “vida normal” tão longe de casa e com tantas adversidades. Posso dizer que em momento algum me arrependi de ter vindo e vejo minha estadia aqui com bastante otimismo.

Quais as burocracias que você enfrentou tanto no Brasil como na França?

A pior parte de se organizar uma viagem totalmente por conta própria, o que foi o meu caso, é não saber que rumos tomar. E quando vamos atrás de informações nos órgãos cada um diz uma coisa diferente e isso realmente complica a vida. Além de ter gasto uma grana considerável pra tirar passaporte e visto, tive ainda que arrumar espaço na agenda (entre dois estágios e trabalho de conclusão de curso) para uma ida a Fortaleza, só para mostrar os originais de documentos que eu já havia enviado as cópias autenticadas. O procedimento é obrigatório para quem vem estudar aqui e eles exigem a presença da pessoa lá sob o pretexto de uma entrevista, que poderia ser facilmente feita por telefone ou até por videoconferência (para isso é cobrada uma taxa bastante salgada também). Chegando aqui, temos que agendar a efetivação da matrícula na universidade, marcar exames obrigatórios para a regularização do visto (que só será feita depois que você chegar e mostrar os tais exames) e, só então, podemos ir à prefeitura pegar um adesivo que funciona como carta de residência. Mesmo tendo o visto de longa duração (que deve ser providenciado no Brasil e que só é entregue em Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo) se não tiver esse adesivo, o visto só vale três meses e depois a sua estadia se torna ilegal. Pra quem veio sem boa base no idioma – como eu – isso é muito difícil. Tanto que no começo era minha tia quem fazia tudo pra mim.

Houve alguma situação pela qual você passou que você acha importante que as pessoas interessadas em estudar no exterior saibam?

Uma lição muito importante que tive é que ninguém deve ir a um lugar sem saber nada do idioma. Eu achava que tinha um nível básico, que desse para me virar, mas só ao chegar vi que não. No entanto, pude contar com um suporte muito importante aqui e isso não foi muito problemático pra mim. Para quem vem só, não saber nada do idioma pode transformar a viagem num inferno, ainda mais porque os franceses não são as pessoas mais pacientes do mundo para explicar as coisas pra ninguém. Nem para os próprios franceses nem para estrangeiros. Outra coisa que acho importante lembrar é que a pessoa tenha uma boa reserva de dinheiro, de preferência que venha com bolsa ou que os pais tenham condições de enviar dinheiro mensalmente. O custo de vida na França é altíssimo, embora o governo dê muita ajuda para estudantes estrangeiros, como com aluguel, abatimentos em programas de lazer, em compras de mantimentos e essas coisas todas. Vir contando com um emprego que ainda não está engatilhado é furada. Para vir eu passei um tempo juntando grana e minha família também me ajudou bastante. Mas a minha situação não se compara à de quem vem pra morar só. Aqui eu tenho onde ficar e não me preocupo em arrumar qualquer emprego só pra ter dinheiro pra comer, que, infelizmente, é a realidade de alguns estudantes que vem achando que emprego é fácil. Mas, se planejando direitinho, passar uns tempos por aqui é uma ótima experiência.

Por Lourdes Pereira

Imagen ilustrativas: internet

Clube do Livro pode se expandir

O que você acharia de discutir literatura aos domingos? “Importante. Diante de nossas limitações, a reflexão e a escuta do que o outro viu ou achou de determinada obra muitas vezes traz conflitos e novos olhares sobre o livro. Além de ser importante ver o que os outros pensarão sobre minhas opiniões”, explica João Farias Júnior, estudante de Filosofia. Ele participa de um grupo ainda informal que se reúne uma vez por mês para discutir uma obra literária escolhida previamente pelos próprios membros do grupo.

O Clube do Livro começou pela iniciativa de um grupo de amigos que gostam de ler e discutir literatura. Na falta de espaço físico para realizar as reuniões, o grupo solicitou junto ao SESC-PI (Serviço Social do Comércio) a concessão de um auditório, na unidade do Centro de Teresina, para as discussões.

Raimundo Nonato da Silva, Coordenador de Cultura do SESC Centro, diz ser importante esse tipo de atitude de jovens de Teresina, sobretudo porque ele considera que no Brasil “as pessoas não têm o hábito da leitura”. “Quando fomos procurados por esse grupo de jovens, eles buscavam um espaço onde pudessem se reunir. Resolvemos, então, à princípio, ceder esse espaço e só posteriormente conversar para sistematizar um projeto maior em que o SESC pudesse estar colaborando de forma mais efetiva. Ou seja, isso deixaria de ser um pequeno grupo e abriríamos um grupo maior, contratando profissionais e assessoria externa na área de literatura para que pudéssemos promover oficinas de poesia e rodas de leitura, mas no momento ainda é um trabalho embrionário, experimental”, explica.

Ele diz que a meta é construir uma parceria com o grupo para que, além das reuniões, também se compartilhe o gosto pela leitura com outras pessoas.

Por Ludmila Barbosa

Câncer de mama: uma preocupação nacional

A doença que atinge quase 50 mil pessoas por ano é uma das principais causas da morte de mulheres no Brasil

Texto por Renée Moura – reneemoura@bol.com.br
Foto por Virgínia Santos – virginiaa.santos@gmail.com

O câncer de mama é uma doença caracterizada pelo crescimento desordenado de células no tecido mamário do corpo humano. A doença pode afetar qualquer pessoa, no entanto atinge principalmente mulheres, correspondendo a cerca de 99% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. Isso porque as mulheres possuem a mama mais desenvolvida comparadas às dos homens, elevando a chance de adquirir células cancerígenas.

Em 2008, quase 50 mil casos de câncer de mama foram registrados no país, segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC, o que responde à uma das principais causas de mortalidade entre mulheres.

Em Teresina, os casos de câncer de mama são frequentes. Dona Dauvina Elena de Jesus Santos (77), que já sofreu com a doença, diz que descobriu a doença depois de ter feito uma cirurgia para extrair um caroço na mama. “O médico desconfiou e me mandou fazer um exame fora (de Teresina). e foi provado que era maligno” ela diz. Ela teve acompanhamento psicológico imediatamente após a cirurgia, quando teve realmente a confirmação de que teve um câncer na mama. Sengundo dona Dauvina, a pscicóloga que a acompanhou “gostou muito do meu otimismo”.

Dona Dauvina esbanja saúde aos 77 anos, após vencer o câncer de mama.

Ela ainda afirma que “estava um pouco derrubada, mas depois que falei com ela criei coragem e vi que só com fé eu ia ficar boa”. O tratamento durou cinco anos que, segundo dona Dauvina, “foram cinco anos de fé, graças a Deus! Em nenhum momento eu pensei que ia morrer […] todo tempo eu só pensava no melhor”.

Dona Dauvina ainda nos conta que levou a doença com e que a parte mais difícil do tratamento foi a quimioterapia. Além do procedimento doloroso, é “muito triste você ver a queda do seu cabelo”, momento mais emocionante para a maioria das mulheres que passam pelo tratamento.

Os primeiros sintomas e o diagnóstico


Segundo o site do Instituto Nacional do Câncer – INCA o primeiro sintoma de câncer do tipo palpável é o aparecimento de nódulos ou tumores no seio, geralmente seguido de dor mamária. Outro sinal da doença é a mudança da tonalidade da pele que envolve a mama e ainda uma alteração em sua textura, que se torna semelhante casca de um laranja.

Ainda segundo o INCA, os métodos mais eficazes para se diagnosticar um câncer e mama são a mamografia e o exame clínico da mama, feito por um profissional de saúde, principalmente ginecologistasmastologistas.

Fatores de risco


Algumas pessoas podem desenvolver câncer de mama de acordo com alguns fatores ambientais, genéticos e comportamentais. Em um artigo publicado em seu site, o Dr. Dráusio Varella diz que existem sete fatores que mais influenciam na formação de um câncer de mama:

1) Idade: 75% a 80% dos casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos;

2) História familiar: 90% dos casos são esporádicos, mas os 10% restantes estão ligados à predisposições genéticas. História de câncer de mama em familiares do lado materno ou paterno dobram o triplicam o risco. Quanto maior a proximidade do parentesco, mais alto o risco. Deve-se suspeitar fortemente de predisposição genética quando há vários casos de câncer de mama ou de ovário diagnosticados em familiares com menos de 50 anos (especialmente em parentes de primeiro grau), casos com câncer nas duas mamas (apresentação bilateral), ou casos de câncer de mama em homens da família;

3) Menarca: menstruar pela primeira vez antes dos 11 anos triplica o risco;

4) Menopausa: parar de menstruar depois dos 54 anos duplica o risco;

5) Primeiro filho: primeira gravidez depois dos 40 anos triplica o risco;

6) Biópsia prévia em nódulo mamário benigno com resultado de hiperplasia atípica aumenta de 4 a 5 vezes o risco;

7) Já ter tido câncer de mama: aumenta quatro vezes a chance de ter câncer na mama oposta.

Varella também destaca que a obesidade, a má alimentação e também o uso de métodos contraceptivos orais, aliados ao alcoolismo e tabagismo, também pode aumentar as chances de um incidência de câncer de mama nas mulheres.

Prevenção

O exame das mamas, realizado pela própria mulher, não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde. O INCA também alerta que o auto-exame das mamas, quando mal executado, pode trazer alguns malefícios como “aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.esta atividade”.

A recomendação feita pelo Instituto Nacional do Câncer é visitar exporadicamente o médico ginecologista e fazer – além dos outros exames de diagnóstico geral – o exame de prevenção pelo menos uma vez ao ano.