Arquivo

Archive for the ‘Ciência e Tecnologia’ Category

Ovelhas tem tempo de ciclo reprodutivo reduzido no Piauí

Através de uma série de experimentos realizados na fazenda modelo da Embrapa Meio-Norte, em Campo Maior, pesquisadores estão comprovando que é possível reduzir o tempo do ciclo reprodutivo em ovelhas da Raça Santa Inês. A coordenadora do projeto, pesquisadora Tânia Maria Leal afirma que as principais ações implantadas durante a pesquisa é o reforço na alimentação e o controle da amamentação, o que gerou resultados satisfatórios.

Após o parto, as crias ficam junto com a mãe até o 15º dia, quando é iniciada a amamentação controlada, onde elas passam a mamar apenas duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde, durante 30 minutos de cada vez. Essa redução da amamentação serve para que as ovelhas restabeleçam a atividade reprodutiva mais rapidamente após o parto.

A ausência de uma nutrição adequada também é um fator que atrasa o restabelecimento dessa atividade, por isso as fêmeas devem estar bem nutridas no final da prenhez e no pós-parto. As pesquisas mostraram que essas duas práticas não trouxeram prejuízos ao desenvolvimento das crias e reduziram o tempo em que as ovelhas podem voltar a reproduzir.

A pesquisadora afirma que os resultados obtidos com os animais da Raça Santa Inês, podem ser obtidos com outras raças, criadas nas mesmas condições climáticas. Além de todos esses resultados, ainda foi constatado que o reforço alimentar oferecida às ovelhas nessa fase exerce uma influência positiva no peso e no desenvolvimento das crias.

Por: Juarez Filho

Imagem divulgação

Ovelhas podem ter mais crias durante o ano

Noni se torna fonte de renda extra para muitos horticultores do Piauí e é objeto de pesquisa na UFPI

A Morinda citrifolia, ou Noni como é comumente conhecida é uma planta asiática que segundo os pesquisadores pode atingir 75% de eficiência na cura de 27 enfermidades. Os frutos e as mudas desta planta são facilmente encontrados nos mercados públicos de Teresina. Com a aparência de graviola é consumida em forma de suco ou garrafada.

Em muitos lotes das hortas comunitárias do Dirceu Arcoverde a planta é produzida e vendida para clientes com algum problema de saúde. Há dois anos o horticultor Antonio Luís, trabalha com a planta e ressalta que o fruto tem boa saída, “está saindo mais do que cheiro verde”. A dona de casa Maria do Livramento tomou o suco da planta e afirma ter tido grande melhora no seu problema no coração. “Eu recomendo pra qualquer pessoa, além da minha saúde, até meu astral melhorou”, relata.

Há aum tempo esta planta se tornou conhecida pelos piauienses. E por sua fama ter se espalhado tão rápido, pesquisadores da Universidade Federal do Piauí começaram a estudar há cinco anos as propriedade dessa planta, considerada exótica e ainda pouco conhecida no Brasil.

A fruta vem sendo usada para fins medicinais, segundo os pesquisadores, ela é indicada para curar e prevenir doenças ou como complemento de terapias. O suco de None eleva a imunidade, recupera as células danificadas e ainda pode servir como fonte de energia.

O coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Leal, informou que pacientes que sofrem de diversas enfermidades como alergias, artrite, hipertensão, obesidade e até câncer, tomam suco de None e são acompanhados pelos pesquisadores. “Temos visto a recomendação para diversos tipos de doenças” disse Francisco. Para ele, a melhora nos pacientes com câncer se deve ao fato do None elevar a imunidade, que é muito baixa em pacientes com a doença.

Apesar dos benefícios, o uso do fruto None não é reconhecido pela Anvisa, já que não possui um histórico de consumo no Brasil e não há segurança de uso. E por não ter o aval da Anvisa algumas secretarias de saúde do país proibiram a comercialização do fruto. Controvérsias à parte, quem já usou a planta recomenda, mas o seu uso não dispensa a necessidade do acompanhamento médico.

Por Lourdes Pereira

Foto: Internet

Moringa pode ser alternativa para falta de água potável

A água consumida pela população de Teresina passa por um processo de tratamento que envolve principalmente a utilização de sulfato de alumínio, produto químico necessário para a remoção das impurezas. Mas como o benefício não atinge a todos é necessário se buscar alternativas para que a qualidade de vidas dessas populações não seja prejudicada, tanto na capital como no interior.

Moringa oleífera é uma dessas alternativas que está sendo estudada por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, antigo CEFET-PI. Um dos objetivos é proporcionar às pessoas que habitam regiões carentes de água potável, como é o caso de várias regiões do Piauí, a possibilidade de purificação da água, de maneira fácil, auto-sustentável, renovável, replicável e a custo zero.

A moringa também é conhecida como lírio branco, quiabo-de-quina e cedro. Originária do Norte da Índia, ela é usada no Brasil desde a década 60, principalmente para fins medicinais e ornamentais. Sua reprodução se dá por sementes e seu crescimento é rápido (cerca de um ano). Consegue sobreviver normalmente em solos pobres sem necessidade de cuidados especiais, além de sobreviver por longos períodos de seca.

Famílias sobrevivem com a água barrenta

No interior do Piauí, como em vários estados do Nordeste, muitas famílias dependem da água que cai da chuva para sobreviver. Mas, grande parte da água dos açudes, barragens ou cacimbas que abastecem os povoados e municípios do estado, não é tratada e não dura o tempo necessário até as chuvas seguintes. Com isso as famílias são obrigadas a beber, tomar banho e fazer comida com a água barrenta e imprópria para o consumo, tendo muitas vezes que dividi-la com animais. Essa é uma realidade que atinge mais de um milhão de pessoas no Piauí, segundo dados da Defesa Civil do Estado. E o número de pessoas que não tem acesso à água própria para o consumo pode ser ainda maior.

Por isso, e principalmente por essa facilidade no processo de purificação da água, a moringa pode ser uma das alternativas mais viáveis para as populações do interior do Piauí que convivem constantemente com a seca.

Mas não é só em lugares com escassez de água que ela pode ser usada. A purificação da água pode ser feita por qualquer um em qualquer lugar, o que é uma grande diferença para as pessoas que vivem longe das subestações de tratamento, pois não é necessária a presença de um especialista em purificação.

Antes e depois do tratamento com a moringa

O processo é simples, consiste em colocar uma determinada quantidade de água que você deseja purificar num recipiente, geralmente de dez a vinte litros e adicionar a ela, a polpa de uma, duas ou até três sementes de moringa triturada (liquidificado). Deixa-se em repouso e após duas horas já pode retirar a água limpa com cuidado para não mexer com o conteúdo que sobra do fundo. “Essa água pode ser usada para beber, lavar louça e claro, da mesma forma que a água que vem da estação, a água tratada com a moringa deve ser fervida antes da ingestão” lembra Taciana.

Segundo Taciana Oliveira, que estuda as propriedades de purificação dessa planta no laboratório de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, a moringa faz com que a sujeira da água se una e vá para o fundo do reservatório da mesma forma que no processo químico. “Ela também tem a capacidade de atuar como um coagulante da água e remove entre 90 e 99% das partículas, fungos e microrganismos patogênicos e cianobactérias” explica.

Por Lourdes Pereira

Mulheres são presença marcante no mundo dos games online

Foto: Reprodução

O mundo dos games era um espaço até bem pouco tempo atrás dominado por crianças, adolescentes e homens, mas que agora está sendo invadido pelas mulheres. É o que aponta a pesquisa realizada com 525 mulheres pela Sophia Mind, empresa focada em pesquisa e inteligência de mercado envolvendo o público feminino. Segundo a pesquisa, quase metade das entrevistadas (45,8%) joga com frequência. A média de dedicação aos jogos online ainda é relativamente baixa, cerca de 3 horas por semana.

Os jogos mais acessados pelas mulheres são os chamados casual games, aqueles em que há a simulação de um ambiente tipicamente feminino como estabelecimentos comerciais, academias, salões de beleza, entre outros. Jogos intermediários como os de carta, estratégia/raciocínio, concentração e Mario também foram apontados pela pesquisa. Em geral, são jogos que não exigem grande disponibilidade de tempo e podem ser jogados individualmente. Com isso, 90% das entrevistadas não reconhecem as amigas como jogadoras ou não têm o hábito de competir entre si.

A pesquisa retrata um universo diferente da piauiense Amanda Arêa Leão, 20 anos, estudante de direito, que adora jogos de aventura e de fazer amizade com outros jogadores em rede. “Atualmente jogo World of Warcraft, um jogo de aventura que se passa em um universo fantasioso repleto de criaturas mágicas. De fato gosto mais dos de aventura, já me diverti em jogos como Lineage e Diablo, mas joguinhos “light” de estratégia também me agradam, como Gunbound”, diz.

Diferente de Amanda, a estudante de engenharia civil Camilla Cury-Rad Santos, 20 anos, é uma das adeptas de jogos de cartas. “Gosto de tudo um pouco, mas dou preferência para jogos de cartas. Gosto bastante do site espanhol Minitorneos onde se pode encontrar vários jogos conhecidos no Brasil como jogos de baralho como poker e bisca, dominó, batalha naval, UNO, bingo, damas, etc. podendo interagir com pessoas de vários países”, relata a estudante.

Através dos jogos online você conhece muitas pessoas com interesse comum. “Pessoas que gostam de se divertir naquele mundo fictício e tem grande admiração por games. Jogando sempre juntos você acaba criando laços com elas, principalmente por terem os mesmos gostos. Mas por outro lado, não podemos esquecer que há vida e amigos fora dos jogos também. Eu sempre tento! (risos)”, lembra Amanda.

Sobre o relacionamento e a interatividade com outros jogadores, as estudantes são unanimes quanto as vantagens de se fazer novas amizades. “Gosto muito de jogos online em massa e já fiz amigos através de jogos online. Pessoas da minha cidade, de outras regiões, até mesmo do outro lado do mundo! Encontrei até uma prima que mora em outro estado, cuja avó era irmã da minha. Belas coincidências, não?”, indaga Amanda. Camilla apesar de nunca ter feito amigos através de jogos online acredita que o contato com outros jogadores deixam o jogo mais interessante. “Com interesses comuns as pessoas tendem a se reunir para trocar ideias. O contato com outras pessoas (nos jogos) é mais divertido, sempre tem uma emoção diferente, ganhar ou perder pra alguém, passar ou ser passado de level (nível), sempre tornam as coisas mais divertidas”, afirma.

Atrativos dos jogos online

Para as estudantes Amanda Arêa Leão e Camilla Cury-Rad os atrativos dos jogos online dependem das características de cada jogo. “Alguns games os gráficos atraem mais, a complexidade, a tarefa a ser cumprida em cada jogo, a quantidade de pessoas envolvidas, o ranking a ser conquistado”, fala Camilla. “Outros jogos possuem histórias muito bem trabalhadas, do qual derivam até mesmo livros e gibis. Sem contar a possibilidade de jogar em tempo real com pessoas de outro país, os gráficos incríveis de tantos, a liberdade presente na jogabilidade de outros”, argumenta Amanda.

Na pesquisa realizada pela Sophia Mind, o tempo de permanência online diária nos jogos não costuma passar de uma hora para 66,4% das entrevistadas. Mas existe uma pequena parcela que permanece entre 2 e 4 horas ou mais diariamente (14,7%). Ainda que não costumem ficar tanto tempo online para jogar quanto os homens, as mulheres o fazem com bastante frequência: 23% das jogadoras virtuais acessam os jogos mais de 4 vezes por semana e outros 23% jogam entre 2 e 3 vezes semanalmente.

No caso da estudante Camilla a frequência e a quantidade de horas dedicadas aos jogos variam. “Depende do jogo e do objetivo a ser alcançado. Nos jogos de baralho algumas partidas resolvem, outros precisam de dedicação ou treino, já o Colheita Feliz você só precisa estar online na hora certa de colher sua produção a tempo de ninguém roubar alguns de seus itens”, descreve a estudante. Já Amanda passa um pouco mais de tempo. “Praticamente todo dia, em boa parte do meu tempo livre, o que seria uma média de 4 a 5 horas por dia”, fala a estudante.

Por Rodolfo Ribeiro

Jovens empreendores discutem a web no Piauí

Foi realizado na noite de hoje (17) o Encontro do Fórum AJE – Empreendedorismo Digital, no prédio da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), onde foram discutidos temas relacionados às oportunidades, ao cénario e aos caminhos do mercado da internet no Piauí.

No Encontro, o web designer Rafael Marques apresentou seu site de notícias de concursos, EditaisBrasil, e debateu com os presentes sobre a visão de negócios no meio virtual. “Teresina tem um mercado específico e, com isso,  oferece oportunidades para destaque, o que depende do nicho a ser escolhido para se tornar uma fonte de renda. Queremos aquecer o mercado piauiense e mostrar outras competências que existem na web que vão além dos portais”, informou Marques.

Foi discutido também a questão do mercado eletrônico, com a apresentação do case MoedaSegura de Anderson Soares, que é um sistema de pagamentos online. De acordo com o idealizador do projeto, Joselé Martins, o Encontro é uma interação entre os desenvolvedores de web em Teresina para discutir os novos empreendimentos nessa área e buscar ampliar essas discussões em âmbito nacional.

O evento acontece semanalmente, no prédio da FIEPI, a partir das 19h, e são convidados profissionais do ramo digital para falar de seus negócios e compartilharem idéias para o crescimento do mercado a todos os que desenvolvem web no Piauí.

Postado por: Isabel Nunes

Ferramenta do Google revela dados sobre termos mais pesquisados por usuários piauienses

Google Insights revela que jogos online lideram as buscas dos piauienses no mecanismo de pesquisa

Por Renée Moura – reneemoura@bol.com.br

Google Insights é uma ferramenta criada recentemente pela empresa Google para analisar e comparar os termos mais pesquisados por usuários, calculando a busca por termos de acordo com as preferências do pesquisador.

Na pesquisa sobre o que os piauienses mais procuraram no Google em 2010, resultados mostram que o termo mais buscado foi “jogos“, com 100 pontos no gráfico, seguido da rede de relacionamentos “orkut“, com 95 pontos, e de “fortaleza“, com 80 pontos. Além disso, as buscas se concentram nos dowloads e em vídeos do site You Tube.

Tabela mostra gráfico com os resultados de busca mais relevantes dos piauienses em 2010.

A pesquisa também revela os termos de interesse mais crescente no Piauí em 2010. O termo “BBB10“, seguido por termos relacionados ao tópico, lidera os crescimentos de interesse dos piauienses pelo programa da emissora Rede Globo, mesmo depois do seu término em março deste ano.

Os números do gráfico não representam o total absoluto da pesquisa, mas sim a magnitude atingida dentro de uma escala que vai de 0 a 100, medindo 0 para os resultados com dados insuficientes e 100 para os mais relevantes.

Na página oficial da ferramenta, a empresa garante a privacidade dos usuários e diz que ela  “exibe somente os resultados dos termos de pesquisa que recebem uma quantidade significativa de tráfego e impõe limites mínimos para inclusão na ferramenta”.

A ferramenta é útil na pesquisa analítica sobre campanhas políticas, publicitárias e também na distribuição geográfica de bens, serviços e pessoas. Confira aqui a tabela interativa com o resultado da pesquisa. Participe também da nossa enquete:

PIBIC é reajustado para R$ 360,00

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concedeu reajuste no valor da bolsa do Programa de Iniciação Científica (PIBIC), que passou de R$ 300,00 para R$ 360,00. O objetivo é despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes.

A Universidade Federal do Piauí aderiu ao reajuste e, desde março, os alunos já recebem a bolsa na quantia de R$ 360,00. O reajuste beneficiou as modalidades que não haviam sido contempladas na última revisão de valores, em 2008. Maior projeto institucional de incentivo à pesquisa da Universidade Federal do Piauí, o Programa de Iniciação Científica (PIBIC) tem evoluído ao longo dos anos. Em 2009 o número era de 320 bolsas.

por Victor Castelo Branco